Paciente masculino, 79 anos, diabético, renal crônico, teve ...
Paciente masculino, 79 anos, diabético, renal crônico, teve diagnóstico por imagem de massa renal de 3 cm mesorrenal endofítica. Foi submetido à biópsia percutânea desta massa renal, cujo anátomo patológico revelou tratar-se de oncocitoma. O outro rim é normal, creatinina de 2,4 ng/mL, sem evidência de doença extrarrenal. Qual é a melhor conduta para este paciente?
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Tema central da questão: O principal foco é a conduta diante de oncocitoma renal em paciente idoso, diabético e com insuficiência renal crônica. O oncocitoma é uma neoplasia benigna, de crescimento lento, com baixo potencial de transformação maligna, frequentemente diagnosticada de forma incidental.
Justificativa para a alternativa correta (E):
Diante do quadro clínico — paciente de 79 anos, diabético, com DRC significativa (creatinina 2,4 mg/dL), e anatomopatológico confirmado de oncocitoma — o melhor manejo é a observação ativa. Segundo as boas práticas clínicas e diretrizes internacionais, “a abordagem terapêutica deve ser individualizada, considerando a função renal residual, comorbidades associadas e o risco-benefício de intervenções invasivas” (Diretrizes Clínicas para o Cuidado ao Paciente com DRC no SUS, p.41).
Por que observar?
Intervenções cirúrgicas ou ablação podem prejudicar ainda mais a função renal e trazer mais riscos do que benefícios a esse perfil de paciente, visto que o oncocitoma é indolente e de baixo risco. A conduta expectante, com acompanhamento clínico e radiológico periódico (6-12 meses), é segura e preferível — abordagem reforçada por revisões em UpToDate e literatura recente (Campbell-Walsh Urology).
Análise das alternativas incorretas:
A) Nefrectomia radical aberta:
Inadequada, pois a remoção completa de um rim comprometeria ainda mais a função renal do paciente já insuficiente, além de ser desproporcional para lesão benigna.
B) Nefroureterectomia laparoscópica:
Indicação clássica apenas para tumores do trato urinário alto (ex: carcinoma urotelial), não para massas parenquimatosas renais como oncocitoma.
C) Crioablação percutânea:
Embora minimamente invasiva, ainda expõe o paciente a riscos desnecessários, especialmente tendo em vista o diagnóstico histológico benigno e a reserva renal limitada.
D) Nefrectomia parcial:
Seria alternativa caso: não houvesse comprovação de benignidade ou houvesse crescimento lesional/progressão. No contexto atual, fere o princípio da preservação de néfrons e mínima agressão.
Estrategias de prova:
Observe perfil do paciente, resultado da biópsia e impacto das intervenções. Pegadinhas comuns envolvem assumir abordagem oncológica para todo tumor renal, ainda que benigno comprovado.
Referências: Campbell-Walsh Urology, 12ªed; Diretrizes Clínicas para o Cuidado ao Paciente com DRC no SUS; UpToDate.
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