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Q3293123 Medicina
Paciente de 30 anos sofre queda de altura e apresenta fratura exposta do fêmur. No atendimento pré-hospitalar, há sangramento ativo e sinais de hipoperfusão (pulso filiforme, extremidades frias). Assinale a alternativa que contém a providência fundamental imediata no contexto de trauma grave.
Alternativas

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Tema central: Atendimento pré-hospitalar no trauma grave com fratura exposta e hemorragia ativa. Prioridade absoluta é controle de hemorragia e seguir o ABC do trauma (ATLS/PHTLS): salvar vidas antes de diagnosticar.

Alternativa correta: DAplicar torniquete, controlar sangramento, imobilizar provisoriamente e conduzir o A-B-C.

Justificativa: A fratura exposta de fêmur pode sangrar até 1–1,5 L, levando a choque hemorrágico (pulso filiforme, extremidades frias). Em hemorragia externa de membro com risco de vida, as diretrizes recomendam: 1) pressão direta e curativo hemostático; 2) se ineficaz ou sangramento maciço, torniquete proximal, “alto e justo”, com registro do horário; 3) imobilização para reduzir dor e sangramento; 4) Suporte A-B-C: via aérea com proteção cervical, ventilação, e C com controle de sangramento, acesso venoso/IO, reposição hemostática (cristaloide mínimo, preferência por hemoderivados quando disponível) e considerar TXA precoce (<3h). Essa é a conduta preconizada por ATLS, PHTLS, OMS e programas “Stop the Bleed”.

Por que as demais estão incorretas?

A — Priorizar exames de imagem antes de estancar o sangramento contraria o ABCDE. Diagnóstico não precede intervenção salvadora. Em pré-hospitalar, exames não devem atrasar o controle de hemorragia e a estabilização inicial.

B — Verificar pulsos é importante, e a tração pode alinhar e aliviar dor, mas não substitui o controle imediato da hemorragia. Evitar torniquete por “possíveis complicações” é desatualizado: quando há sangramento de ameaça à vida, o torniquete reduz mortalidade e é seguro quando aplicado corretamente e com tempo documentado.

C — Analgesia é desejável, mas não controla hemorragia. Confiar na “vasoconstrição do choque” é erro conceitual; além disso, sedativos podem piorar hipotensão. Primeiro controla-se o sangramento e estabiliza-se o ABC; analgesia vem em paralelo, sem atrasar medidas salvadoras.

Estratégia para a prova: identifique palavras-chave como “sangramento ativo” + “hipoperfusão”. Isso sinaliza choque hemorrágico e direciona para opções que ofereçam controle imediato da hemorragia (pressão/torniquete) antes de exames e intervenções não vitais.

Referências essenciais: ATLS (10ª/11ª ed.) – Suporte Avançado de Vida no Trauma; PHTLS – Atendimento Pré-Hospitalar ao Trauma; UpToDate – Initial management of trauma in adults; OMS – Guidelines for essential trauma care; CRASH-2 trial – benefício do ácido tranexâmico precoce.

Gabarito: D

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