Qual das alternativas a seguir representa uma abordagem reco...
Gabarito comentado
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Tema central: abordagem diagnóstica de uveíte anterior aguda, unilateral e recorrente sem causa aparente. Esse padrão clínica é fortemente associado a espondiloartrites HLA‑B27 e requer triagem dirigida para causas sistêmicas frequentes e tratáveis, especialmente sífilis.
Gabarito: E — Avaliação do HLA-B27, sorologia para sífilis e exame físico direcionado.
Justificativa: Nas uveítes anteriores agudas recorrentes, a investigação deve ser focada: tipagem HLA‑B27, sorologia para sífilis (teste não treponêmico + treponêmico) e exame físico dirigido (dor lombar inflamatória, entesites, dactilite, psoriasis, doença intestinal, lesões orais/genitais). Essa conduta é recomendada pelo AAO Preferred Practice Pattern – Uveitis e pelo UpToDate, que orientam rastrear HLA‑B27 em uveíte anterior aguda recorrente e incluir sífilis em triagem basal de uveíte. O objetivo é identificar associações sistêmicas frequentes e orientar tratamento específico quando indicado.
Contexto terapêutico (para raciocínio): A uveíte anterior aguda é tratada inicialmente com corticosteroide tópico e cicloplégico (ex.: homatropina), além de controle da pressão intraocular quando necessário. Imunossupressão sistêmica é reservada a casos crônicos, refratários ou com doença sistêmica ativa, não sendo a primeira abordagem.
Análise das alternativas incorretas
A – Tomografia de crânio com contraste e avaliação do espaço subaracnóideo: não é parte da investigação inicial de uveíte anterior sem sinais neurológicos. Exames de neuroimagem são indicados apenas se houver suspeita neurológica específica (ex.: neurossarcoidose), o que não é o caso.
B – Encaminhamento direto para metotrexato: abordagem inadequada. Metotrexato é poupador de corticoide em uveíte crônica/refratária ou com importante acometimento sistêmico. Para uveíte anterior aguda recorrente, inicia-se tratamento tópico e investigação dirigida (AAO/UpToDate).
C – PCR de humor vítreo e punção lombar imediatas: invasivo e desnecessário. Em uveíte anterior, o PCR (quando indicado) é do humor aquoso e reservado a suspeita específica de etiologia herpética/CMV atípica. Punção lombar só com sinais de acometimento neurológico (ex.: neurossífilis), o que não foi descrito.
D – Diagnóstico clínico com antibiótico sistêmico empírico: a maioria das uveítes anteriores é não bacteriana. Antibiótico sistêmico só após confirmação de infecção (ex.: sífilis). A conduta inicial é anti-inflamatória tópica, não antibiótica.
Dicas de prova: Palavras‑chave como “anterior, aguda, unilateral, recorrente” apontam para HLA‑B27. Lembre-se: sempre triagem para sífilis nas uveítes e exame físico direcionado para espondiloartrites e outras doenças sistêmicas. Evite exames invasivos sem suspeita específica.
Referências essenciais: AAO Preferred Practice Pattern: Uveitis (atualizações recentes); UpToDate – Evaluation of anterior uveitis; Jabs et al., SUN Working Group (padronização de nomenclatura).
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