As inflamações da úvea anterior (irite e iridociclite) são 4...
Gabarito comentado
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Tema central: Glaucoma secundário às uveítes (especialmente anteriores). A PIO pode aumentar por trabeculite, obstrução da malha trabecular por células/proteínas, sinéquias e por resposta ao corticoide; pode diminuir por redução da produção de humor aquoso (hipotonia).
Alternativa correta: A
A uveíte herpética (ceratouveíte por HSV) frequentemente cursa com picos de PIO por trabeculite inflamatória, em geral com ângulo aberto (sem fechamento angular). Esse é um achado clássico. Também pode haver elevação adicional por steroid responder durante o tratamento. Referências: AAO Preferred Practice Pattern – Uveitis; UpToDate (Glaucoma associado à uveíte; Herpetic eye disease); Kanski.
Análise das incorretas
B) Afirma “apenas” sinéquias iridocorneanas. Está incorreta por reduzir o tema a um único mecanismo. Na uveíte, a PIO pode subir por: trabeculite, entulho inflamatório na malha, sinéquias posteriores com bloqueio pupilar e fechamento angular, sinéquias periféricas anteriores e resposta ao corticoide. Pode até cair por hipofunção do corpo ciliar.
C) Chama a pilocarpina de “midriático” e a indica para prevenir sinéquias. Erro conceitual: pilocarpina é miótica e é contraindicada na uveíte ativa (a miose favorece sinéquias posteriores e aumenta inflamação). O correto é usar cicloplegias/midriáticos como atropina ou homatropina para dor e prevenção de sinéquias.
D) Diz que há aumento da PIO quando há redução da produção de humor aquoso. Falso: redução da produção leva a hipotonia. A PIO sobe quando há queda do escoamento (trabeculite, sinéquias, debris) ou por efeito do corticoide.
E) Afirma que análogos de prostaglandinas são de escolha. Em uveíte ativa, cautela: podem exacerbar inflamação, precipitar edema macular cistóide e reativar herpes. Preferem-se supressores de produção (betabloqueadores, alfa-agonistas, inibidores da anidrase carbônica). Prostaglandinas podem ser consideradas caso a caso quando a inflamação estiver controlada. Referências: AAO PPP; European Glaucoma Society; UpToDate.
Estratégia de prova: Procure palavras de alerta: “apenas” (tende a estar errado), troca de classe farmacológica (pilocarpina ≠ midriático), e inconsistências fisiológicas (redução da produção ≠ aumento de PIO). Em uveíte herpética, lembre do padrão: trabeculite + PIO alta.
Conduta prática resumida: Tratar a inflamação (corticoide tópico apropriado) + cicloplegia (atropina/homatropina) e controlar a PIO com supressores de produção; evitar mióticos e usar prostaglandinas com cautela na fase ativa.
Fontes: AAO Preferred Practice Pattern – Uveitis and Uveitic Glaucoma; UpToDate (2024); European Glaucoma Society 5th Ed.; Kanski – Clinical Ophthalmology.
Gabarito: A
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