Qual é a principal complicação da uveíte posterior? 

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Qual é a principal complicação da uveíte posterior? 
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Tema central: Uveíte posterior envolve inflamação da retina e/ou coróide. Nessa topografia, a complicação que mais compromete a acuidade visual é a que atinge a mácula, centro da visão fina.

Resposta correta: C — Edema macular

Por quê? O edema macular decorre da ruptura da barreira hematorretiniana por mediadores inflamatórios (citocinas, prostaglandinas, VEGF), acumulando fluido na retina neurossensorial, muitas vezes em padrão cistoide. É a principal causa de baixa visual na uveíte posterior, pois afeta diretamente a fóvea. Clinicamente cursa com visão borrada e metamorfopsias; ao exame, o fundo pode ser normal ou mostrar discreta perda de reflexo foveal. A confirmação é feita por OCT (espessamento e cistos intrarretinianos) e pela angiografia fluoresceínica (padrão em “petalas de flor”). Diretrizes e revisões (AAO Preferred Practice Pattern – Uveitis; UpToDate; Kanski’s Clinical Ophthalmology) destacam o edema macular como a complicação mais frequente e impactante na uveíte posterior.

Conduta em linhas gerais: controle da inflamação com corticosteroide (sistêmico, periocular ou intravítreo conforme gravidade) e, nos casos crônicos/recorrentes, imunomoduladores (metotrexato, micofenolato, adalimumabe). Para o edema, considerar esteroides intravítreos e, em casos selecionados, anti-VEGF; a OCT guia a resposta terapêutica.

Análise das alternativas incorretas:

A) Glaucoma: pode ocorrer por trabeculite inflamatória ou indução por esteroides, mas é mais associado a uveítes anteriores/crônicas. Em uveíte posterior, não é a principal causa de perda visual central.

B) Catarata: frequente em uveíte crônica e com uso de corticoide (geralmente subcapsular posterior), porém é mais típica de uveíte anterior prolongada. Na uveíte posterior, o impacto visual maior costuma advir do edema macular.

D) Sinéquia: anterior (entre íris e cristalino) ou posterior (entre íris e córnea) é complicação clássica de uveíte anterior. Não é típica como principal complicação da inflamação posterior.

E) Hemorragia vítrea: pode surgir em vasculites oclusivas com neovascularização (p.ex., Behçet, sarcoidose grave, toxoplasmose ativa), mas é menos comum e não a complicação predominante na uveíte posterior não complicada.

Estratégia de prova: ao ler “uveíte posterior”, pense em estruturas retinianas e na mácula. Se a pergunta pedir a “principal complicação/causa de baixa visual”, associe a edema macular. Evite o reflexo de marcar catarata/glaucoma, mais ligados ao polo anterior e ao uso prolongado de corticoide.

Referências úteis: AAO Preferred Practice Pattern – Uveitis (2022–2023); UpToDate – Uveitis: pathogenesis, clinical features, and diagnosis; Kanski’s Clinical Ophthalmology.

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