Um paciente de 60 anos apresenta claudicação de mandíbula, ...

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Q3912434 Medicina
Um paciente de 60 anos apresenta claudicação de mandíbula, cefaleia temporal latejante de início recente e episódios de amaurose fugaz. Ao exame, as artérias temporais estão espessadas e sem pulso. Qual é o diagnóstico mais provável?
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Paciente com mais de 50 anos, cefaleia temporal de início recente, claudicação de mandíbula, amaurose fugaz e artérias temporais espessadas e sem pulso: esse conjunto é clássico de arterite de células gigantes e define a alternativa D.

Tema central: Arterite de células gigantes
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta. A arterite de Takayasu também é vasculite de grandes vasos, mas o perfil esperado é de paciente mais jovem, especialmente mulher com menos de 40 anos, com redução de pulsos em membros, sopros e discrepância pressórica. Aqui, a ausência de pulso é da artéria temporal em um idoso, dentro de um quadro craniano típico, o que é topográfica e epidemiologicamente compatível com arterite de células gigantes, não com Takayasu.
B
Errada
Incorreta. A granulomatose com poliangiíte é vasculite de pequenos a médios vasos e costuma cursar com acometimento de vias aéreas superiores, pulmões e rins. O enunciado não traz sinusite crônica, otite, hemoptise, nódulos pulmonares ou glomerulonefrite. O fenótipo apresentado é de isquemia craniana com artéria temporal alterada, padrão que não corresponde à GPA.
C
Errada
Incorreta. A poliarterite nodosa acomete artérias de médio calibre e costuma se manifestar com quadro sistêmico, neurológico periférico, cutâneo, renal por isquemia e abdominal. Não é o padrão de arterite temporal com claudicação de mandíbula e amaurose fugaz. A presença de síndrome craniana isquêmica típica afasta PAN e favorece arterite de células gigantes.
D
Certa
A alternativa D está correta porque reúne o padrão clínico clássico da arterite de células gigantes: faixa etária típica acima de 50 anos, acometimento do território temporal com cefaleia de início recente e alteração palpável da artéria temporal, além de dois achados de alto peso discriminatório, claudicação de mandíbula e amaurose fugaz. Esses sinais refletem isquemia em territórios irrigados por ramos da carótida externa e circulação oftálmica, o que sustenta o diagnóstico de arterite temporal.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre vasculites de grandes vasos: a palavra “sem pulso” pode induzir Takayasu, mas aqui o dado decisivo é que o pulso abolido é na artéria temporal, em um paciente de 60 anos com claudicação de mandíbula e amaurose fugaz, combinação clássica de arterite de células gigantes.
Dica para questões semelhantes
  • Em vasculite de grandes vasos, use primeiro a idade para separar arterite de células gigantes de Takayasu.
  • Claudicação de mandíbula e amaurose fugaz em idoso têm alto peso para arterite de células gigantes.
  • Quando houver cefaleia temporal recente com artéria temporal espessada ou sem pulso, pense no território extracraniano da carótida.
  • Não confunda ausência de pulso local na artéria temporal com doença de grandes vasos de membros.

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