Em manipulação magistral, o preparo de suspensão oral exige...
Gabarito comentado
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Tema central: preparo de suspenção oral em manipulação magistral exige medidas exatas e conversões corretas entre massa (g, mg) e volume (mL), considerando a densidade do veículo e o uso de vidrarias de precisão. Erros comuns decorrem de “aproximações” e do uso de instrumentos não calibrados.
Alternativa correta: D — Pesquisar a densidade da base/veículo, pesar ativos em balança analítica calibrada e ajustar o volume em balão volumétrico classe A. Por quê? Para converter massa↔volume é indispensável a densidade (ρ, g/mL). A balança analítica oferece resolução de mg/sub-mg, essencial para fármacos potentes. O balão volumétrico permite acertar o volume final (q.s. ad) com leitura correta do menisco. Essa sequência minimiza desvios sistemáticos, conforme boas práticas descritas na USP <795>, Farmacopeia Brasileira e textos como Remington e Ansel’s Pharmaceutical Calculations.
Por que as outras estão incorretas?
A — Proveta para pesagem e “converter g→mL por aproximação” é inadequado. Provetas medem volume, não massa; plásticos acumulam estática, retendo pó. Conversão g↔mL requer densidade; aproximação gera erro clínico relevante.
B — Colher dosadora comercial e marcação de béquer têm baixa exatidão. Para volumes pequenos usam-se pipetas, seringas graduadas ou micropipetas; o béquer é para preparo/transferência, não para medição fina.
C — Balança de bancada (top-loading) não garante precisão em mg; para ativos potentes exige-se balança analítica. “Aproximação visual do menisco” é prática insegura; a leitura deve ser exata em vidraria volumétrica apropriada, ao nível dos olhos.
E — Regra de três direta mg→mL sem considerar densidade e temperatura está errada. mg→mL depende de ρ do veículo ou da concentração da preparação. A temperatura altera o volume (expansão), impactando a medida.
Dicas de prova: - Memorize a hierarquia de exatidão: balão volumétrico ≈ pipeta > proveta > béquer/colher. - Nunca converta g↔mL sem densidade. - Desconfie de termos como “aproximação”, “colher dosadora” e “béquer” como instrumentos finais de medida. - Exija balança analítica calibrada para fármacos em mg.
Referências essenciais: USP <795> Pharmaceutical Compounding—Nonsterile Preparations; Farmacopeia Brasileira; Remington: The Science and Practice of Pharmacy; Ansel’s Pharmaceutical Calculations; Boas Práticas de Manipulação em Farmácia (ANVISA).
Gabarito: D
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