A chamada política do Café com Leite é apresentada pela his...
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Gabarito comentado
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Gabarito: B
Fundamento decisivo: O ponto decisivo era distinguir predominância política informal de São Paulo e Minas Gerais de exclusividade ou previsão constitucional, pois a B admite essa predominância sem excluir outros estados das negociações.
- Em questões sobre a Primeira República, diferencie arranjo oligárquico informal de regra prevista na Constituição.
- Quando a alternativa usar termos como "absoluto", "exclusivo" ou "só", verifique se a base histórica admite negociações e participação de outros grupos.
- Se a expressão histórica remeter a produtos econômicos, confirme se o fenômeno cobrado é econômico ou político antes de marcar.
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Comentários
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Gabarito B
Apesar do maior destaque político de São Paulo e Minas Gerais na Primeira República, outros estados também participavam das negociações e disputas pelo poder.
Estados considerados de “segunda grandeza”, como Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Sul, influenciavam alianças e acordos políticos.
CFOPMBA
A política do Café com Leite foi um acordo informal que favorecia a predominância de São Paulo e Minas Gerais na Presidência da República durante a Primeira República. Contudo, isso não significava exclusão total dos demais estados. Estados como Rio Grande do Sul, Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro também participavam das negociações políticas e, em alguns momentos, influenciavam diretamente a sucessão presidencial.
JUSTIFICATIVA DA ALTERNATIVA B
GABARITO B
A historiografia recente da Primeira República mostra que a visão de um domínio 100% exclusivo e harmonioso entre São Paulo e Minas Gerais é um mito ou uma simplificação.
Embora São Paulo (maior força econômica) e Minas Gerais (maior eleitorado) fossem os protagonistas do sistema, eles dependiam de alianças constantes com os "estados de segunda grandeza" —> como Rio Grande do Sul, Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro.
Estes estados menores participavam ativamente das barganhas políticas, indicavam vice-presidentes, ocupavam ministérios estratégicos e, por vezes, rompiam com a hegemonia (como ocorreu na Aliança Liberal de 1930, quando Rio Grande do Sul, Paraíba e Minas Gerais se uniram contra a indicação paulista de Júlio Prestes).
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