A chamada política do Café com Leite é apresentada pela his...

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q3955229 História
A chamada política do Café com Leite é apresentada pela historiografia como um arranjo político que garantiu a alternância do poder entre os Estados de São Paulo e de Minas Gerais, durante a Primeira República (1889–1930). No que tange a esse arranjo, assinale a alternativa correta.
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Gabarito: B

Fundamento decisivo: O ponto decisivo era distinguir predominância política informal de São Paulo e Minas Gerais de exclusividade ou previsão constitucional, pois a B admite essa predominância sem excluir outros estados das negociações.

Tema central: Café com Leite
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque transforma o arranjo político em norma jurídica. A base é expressa ao afirmar que a política do Café com Leite não estava estabelecida na Constituição de 1891; tratava-se de prática política informal.
B
Certa
A alternativa B está certa porque reconhece a maior participação de São Paulo e Minas Gerais na política nacional, mas também admite que os estados de segunda grandeza participaram das negociações políticas, o que corresponde à caracterização historiográfica do arranjo.
C
Errada
Está errada porque reduz o fenômeno a um acordo sobre exportação agrícola e ainda diz que ele se limitava a isso. Pela base, o Café com Leite se refere à articulação político-eleitoral e ao controle do poder federal, não a um pacto restrito à economia exportadora.
D
Errada
Está errada por dois motivos concretos: cria uma relação causal indevida entre a alternância paulista-mineira e o surgimento do tenentismo e atribui ao tenentismo a defesa da candidatura militar de Arthur Bernardes. A base afasta isso expressamente e informa que Arthur Bernardes era civil.
E
Errada
Está errada porque absolutiza a hegemonia de São Paulo e Minas Gerais e apaga a participação política dos demais estados até depois de 1945. A base afirma o contrário: havia predominância paulista-mineira, mas não domínio exclusivo, e outros estados já participavam da política nacional na Primeira República.
Pegadinha da questão
A questão explora a confusão entre predominância e exclusividade: São Paulo e Minas lideravam o arranjo, mas isso não autoriza dizer que o sistema era constitucionalizado, apenas econômico ou absolutamente fechado aos demais estados.
Dica para questões semelhantes
  • Em questões sobre a Primeira República, diferencie arranjo oligárquico informal de regra prevista na Constituição.
  • Quando a alternativa usar termos como "absoluto", "exclusivo" ou "só", verifique se a base histórica admite negociações e participação de outros grupos.
  • Se a expressão histórica remeter a produtos econômicos, confirme se o fenômeno cobrado é econômico ou político antes de marcar.

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo

Comentários

Veja os comentários dos nossos alunos

Gabarito B

Apesar do maior destaque político de São Paulo e Minas Gerais na Primeira República, outros estados também participavam das negociações e disputas pelo poder.

Estados considerados de “segunda grandeza”, como Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Sul, influenciavam alianças e acordos políticos.

CFOPMBA

A política do Café com Leite foi um acordo informal que favorecia a predominância de São Paulo e Minas Gerais na Presidência da República durante a Primeira República. Contudo, isso não significava exclusão total dos demais estados. Estados como Rio Grande do Sul, Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro também participavam das negociações políticas e, em alguns momentos, influenciavam diretamente a sucessão presidencial.

JUSTIFICATIVA DA ALTERNATIVA B

GABARITO B

A historiografia recente da Primeira República mostra que a visão de um domínio 100% exclusivo e harmonioso entre São Paulo e Minas Gerais é um mito ou uma simplificação.

Embora São Paulo (maior força econômica) e Minas Gerais (maior eleitorado) fossem os protagonistas do sistema, eles dependiam de alianças constantes com os "estados de segunda grandeza" —> como Rio Grande do Sul, Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro.

Estes estados menores participavam ativamente das barganhas políticas, indicavam vice-presidentes, ocupavam ministérios estratégicos e, por vezes, rompiam com a hegemonia (como ocorreu na Aliança Liberal de 1930, quando Rio Grande do Sul, Paraíba e Minas Gerais se uniram contra a indicação paulista de Júlio Prestes).

Clique para visualizar este comentário

Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo