O conceito de futilidade ganhou importância com a instituiç...
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Tema central: O conceito de futilidade terapêutica relaciona-se à limitação ou suspensão de tratamentos que não possuem expectativa realista de alcançar benefícios ao paciente, especialmente em situações de fim de vida ou ressuscitação cardiopulmonar. Debates éticos, clínicos e familiares tornam a compreensão conceitual e prática da futilidade essencial na atuação médica.
Justificativa da alternativa correta (incorreta quanto ao enunciado):
A alternativa B falha ao definir futilidade como “um tratamento que não funciona, mas que pode ter boas chances de sucesso com a repetição”. Esta afirmação é incorreta: segundo Schneiderman et al., tratamento fútil é aquele incapaz de alcançar o objetivo desejado, independente da quantidade de repetições. Se existe chance de sucesso, mesmo que pequena, já não se enquadra como fútil (UpToDate, “Ethics in patient care: Futility and goals of care discussions”). Além disso, a classificação de futilidade fisiológica e normativa está descrita de maneira confusa. A fisiológica se relaciona à impossibilidade física do tratamento alcançar o resultado, não quando “tem muita chance de atingir” o objetivo. A normativa envolve valores subjetivos, como qualidade de vida pós-intervenção.
Análise das alternativas corretas:
Alternativa A: Corretamente associa futilidade à incapacidade de atingir objetivos (cura vs. conforto), além de diferenciar futilidade de dano. O argumento está alinhado com os clássicos princípios da bioética e com a “Atualização da Diretriz de Ressuscitação Cardiopulmonar” da SBC (2019), que destaca o respeito aos limites clínicos do tratamento.
Alternativa C: Certamente os escores prognósticos (pre-arrest morbidity, prognosis after resuscitation) contribuem com a tomada de decisão, mas suas limitações em definir “sucesso improvável” mostram a dificuldade de precisar a linha da futilidade.
Alternativa D: Corretamente pontua que decisões baseadas em futilidade normativa implicam valores pessoais e demandas éticas. O médico não decide isoladamente, respeitando autonomia e contexto cultural dos pacientes e familiares (Conselho Federal de Medicina, Resolução CFM nº 1.805/2006).
Dica de prova: Atenção à definição clínica exata de futilidade e à diferença entre chance mínima e ausência de chance. Termos como “mas pode ter boas chances de sucesso com repetição” configuram pegadinha, pois contradizem o conceito.
Referências essenciais: Schneiderman LJ et al., UpToDate, Diretrizes SBC, Res. CFM 1.805/06. Assegure que o conceito de futilidade esteja sólido, pois permeia dilemas na emergência, UTI e geriatria.
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