A cromatografia líquida de alta pressão (HPLC) dos ésteres ...

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Q568582 Biomedicina - Análises Clínicas
A cromatografia líquida de alta pressão (HPLC) dos ésteres de ácido micólicos demonstrou rapidez e acurácia na identificação de várias espécies de Mycobacterium. Sobre os princípios padronizados e o conhecimento prévio da técnica, analise as afirmativas a seguir.

I. As espécies M. tuberculosis e M. bovis apresentam padrões indistinguíveis.

II. No processo de análise por HPLC, os ésteres de ácidos micólicos são separados em coluna de fase reversa através de gradiente, e detectados por espectrometria UV.

III. Um extrato preparado a partir de cultura com M. fortuitum ATCC 6841 é recomendado para utilização como controle positivo e serve como padrão de referência para nomeação de picos obtidos na análise por espectrometria.

Assinale: 

Alternativas

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Tema Central: A questão aborda a cromatografia líquida de alta pressão (HPLC) aplicada na identificação de espécies de Mycobacterium através dos ésteres de ácidos micólicos. Essa técnica é usada para diferenciar espécies bacterianas com base em seus perfis químicos específicos.

Justificativa da Alternativa Correta (D):

I. As espécies M. tuberculosis e M. bovis apresentam padrões indistinguíveis: Esta afirmativa é correta. Ambas as espécies têm perfis de ácido micólico semelhantes, tornando difícil a distinção entre elas apenas pelo HPLC. Isso é relevante pois o diagnóstico diferencial entre essas espécies pode exigir outras técnicas, como testes moleculares ou de sensibilidade a fármacos.

II. No processo de análise por HPLC, os ésteres de ácidos micólicos são separados em coluna de fase reversa através de gradiente, e detectados por espectrometria UV: Esta afirmativa é correta. A HPLC de fase reversa é uma técnica padrão para separar compostos em misturas complexas, e a detecção por espectrometria UV é comum para identificar picos específicos correspondentes aos ésteres de ácidos micólicos.

III. Um extrato preparado a partir de cultura com M. fortuitum ATCC 6841 é recomendado para utilização como controle positivo e serve como padrão de referência para nomeação de picos obtidos na análise por espectrometria: Esta afirmativa é incorreta. Embora M. fortuitum possa ser usado em laboratório, ele não é geralmente o padrão de referência para nomear picos de ácidos micólicos em análises HPLC, que geralmente utilizam espécies mais comuns como M. tuberculosis para esse propósito.

Portanto, as afirmativas I e II estão corretas, justificando a escolha da alternativa D.

Análise das Alternativas Incorretas:

A - se somente a afirmativa I estiver correta: Esta alternativa é incorreta porque a afirmativa II também está correta.

B - se somente as afirmativas I e III estiverem corretas: Esta alternativa é incorreta porque a afirmativa III não é correta.

C - se somente a afirmativa II estiver correta: Esta alternativa é incorreta porque a afirmativa I também está correta.

E - se todas as afirmativas estiverem corretas: Esta alternativa é incorreta porque a afirmativa III é errada.

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D - se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.

A cromatografia líquida de alta pressão (HPLC) para identificação de espécies de Mycobacterium:

  • As espécies M. tuberculosis e M. bovis apresentam padrões indistinguíveis.
  • No processo de análise por HPLC, os ésteres de ácidos micólicos são separados em coluna de fase reversa através de gradiente, e detectados por espectrometria UV.

A cromatografia líquida de alta resolução (HPLC) para análise do ácido micólico (β-hidroxi á acido graxo), foi proposta como alternativa para identificar micobactérias de culturas () e de secreções (). Contudo, esse ensaio não é tão sensível como aqueles que empregam a amplificação de ácidos nucléicos, pois a despeito de diferenciar M. bovis-BCG de M. tuberculosis e M. bovis, não discrimina o M. bovis de M. tuberculosis ().

Fonte: https://doi.org/10.1590/1808-1657v74p0552007

Acessado em: 06/03/25

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