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Paciente do sexo masculino apresenta diabetes melito (DM) h...

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Q4192493 Medicina
Paciente do sexo masculino apresenta diabetes melito (DM) há 6 anos. Não apresenta autoanticorpos. Peptídeo C randômico inferior a 0,6 ng/mL. O tipo de diabetes desse paciente é
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Ausência de autoanticorpos com peptídeo C randômico inferior a 0,6 ng/mL indica diabetes insulinopênico sem evidência de autoimunidade detectável, o que sustenta DM tipo 1B.

Tema central: Classificação etiológica do DM
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque DM tipo 1B corresponde a diabetes insulinopênico sem evidência de autoimunidade detectável. No caso, o dado funcional decisivo é o peptídeo C muito baixo, que aponta para falência secretória importante de célula beta, enquanto a ausência de autoanticorpos afasta a forma autoimune clássica. Essa combinação é a que melhor se encaixa em DM tipo 1B.
B
Errada
DM tipo 1A é a forma autoimune do diabetes tipo 1. O enunciado informa ausência de autoanticorpos, portanto falta justamente o marcador etiológico esperado para DM1A. Insulinopenia isolada não basta para classificar como 1A.
C
Errada
DM2 é tipicamente não autoimune, mas sua fisiopatologia clássica é predominantemente de resistência à insulina com perda progressiva da secreção. Neste caso, o peptídeo C randômico inferior a 0,6 ng/mL e a ausência de autoanticorpos favorecem mais diabetes tipo 1B nesta classificação etiopatogênica do que o padrão usual de DM2 cobrado na questão. O erro seria usar apenas a negatividade dos autoanticorpos para chamar de DM2.
D
Errada
MODY 3 é uma forma monogênica não autoimune, geralmente associada a contexto clínico-genético sugestivo e com preservação relativa da secreção endógena por tempo significativo. O enunciado não traz suporte fenotípico ou familiar para MODY e ainda mostra peptídeo C muito baixo, o que enfraquece essa hipótese.
E
Errada
MODY 1 segue a mesma lógica de diabetes monogênico não autoimune que exige contexto clínico-familiar compatível e não costuma ser identificado apenas por autoanticorpos negativos. Além disso, o peptídeo C baixo aponta para insulinopenia importante, o que não favorece esse diagnóstico no recorte da questão.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre autoanticorpo negativo e DM2. O dado que impede esse atalho é o peptídeo C muito baixo, que mostra deficiência secretória importante e direciona para diabetes tipo 1 sem autoimunidade detectável.
Dica para questões semelhantes
  • Não classifique o diabetes apenas pela presença ou ausência de autoanticorpos; combine esse dado com a reserva beta-pancreática.
  • Peptídeo C baixo é marcador de insulinopenia e pesa a favor de diabetes insulinopênico.
  • DM1A exige marcador de autoimunidade; sem autoanticorpos, pense em DM1B se houver falência beta importante.
  • MODY não é exclusão simples de autoimunidade: precisa de contexto clínico-genético compatível.

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