Com base no texto 'Administração Pública', leia as afirmativ...
Administração Pública
O principal objetivo dos indicadores é o de assistir os gestores públicos. Se possuem informações confiáveis, precisas e tempestivas, eles podem abdicar de decisões fundamentadas exclusivamente na intuição, tradição, “tino administrativo” ou opiniões pessoais. Neste contexto, os indicadores permitem integrar subjetividade e objetividade a partir de evidências empíricas, viabilizam comparações e avaliações consistentes, e, principalmente, criam condições para esclarecer e fornecer suporte às decisões.
Na gestão pública, os indicadores são instrumentos que contribuem para identificar e medir aspectos relacionados a um determinado fenômeno decorrente da ação ou da omissão do Estado. A principal finalidade de um indicador é traduzir, de forma mensurável, um aspecto da realidade dada (situação social) ou construída (ação), de maneira a tornar operacional a sua observação e avaliação.
A literatura aponta diversas acepções acerca de indicadores, todas guardando certa similaridade conceitual. Segundo Ferreira, Cassiolato e Gonzales (2009), por exemplo: “O indicador é uma medida, de ordem quantitativa ou qualitativa, dotada de significado particular e utilizada para organizar e captar as informações relevantes dos elementos que compõem o objeto da observação. É um recurso metodológico que informa empiricamente sobre a evolução do aspecto observado”.
Na visão de Rua (2004), os indicadores são medidas que expressam ou quantificam um insumo, um resultado, uma característica ou o desempenho de um processo, serviço, produto ou organização. Para o IBGE (2008), os indicadores são ferramentas constituídas de variáveis que, associadas a partir de diferentes configurações, expressam significados mais amplos sobre os fenômenos a que se referem. Já segundo Magalhães (2004), são abstrações ou parâmetros representativos, concisos, fáceis de interpretar e de serem obtidos, usados para ilustrar as características principais de determinado objeto de análise. Em linha semelhante, o Plano Plurianual 2012-2015 concebe os indicadores como instrumentos que possibilitam a identificação e aferição de aspectos de determinada política pública e, uma vez apurado periodicamente, auxiliam o monitoramento da evolução de uma determinada realidade, gerando subsídios para a avaliação (BRASIL, 2011b).
Em suma, indicadores são informações que permitem descrever, classificar, ordenar, comparar ou quantificar de maneira sistemática aspectos de uma realidade e que atendam às necessidades dos tomadores de decisões.
Se um indicador não reflete a realidade que se deseja medir ou não é considerado nos diversos estágios da elaboração e implementação de políticas, planos e programas, pode-se constatar um desperdício de tempo e recursos públicos.
Indicadores - Orientações Básicas Aplicadas à Gestão Pública.
Brasil. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.
Secretaria de Orçamento Federal. Secretaria de Planejamento e Investimentos Estratégicos.
Disponível em: http://bit.ly/2UcOiUn (acesso em: 06/10/2019).
I. É possível subentender-se a partir do texto que os indicadores permitem integrar subjetividade e objetividade a partir de evidências empíricas. II. É possível subentender-se a partir do texto que, quando os indicadores possuem informações confiáveis, precisas e tempestivas, os gestores podem privilegiar as decisões fundamentadas exclusivamente na intuição, na tradição, no “tino administrativo” ou nas opiniões pessoais. III. A partir da leitura do texto, é possível identificar que, na perspectiva do IBGE (2008), os indicadores são ferramentas constituídas de variáveis que, associadas a partir de diferentes configurações, expressam significados mais amplos sobre os fenômenos a que se referem.
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Tema central: Interpretação de Texto, com foco em coerência textual e análise minuciosa das informações explícitas e implícitas.
Nas questões de interpretação, é essencial analisar cuidadosamente cada afirmativa e relacionar com o texto-base, observando palavras-chave, negações e conectivos. Isso evita cair em pegadinhas comuns de provas para Assistente Administrativo.
Análise das afirmativas:
I. Correta. O texto afirma explicitamente: “os indicadores permitem integrar subjetividade e objetividade a partir de evidências empíricas”. Ou seja, essa ideia está presente literalmente, o que demonstra coerência entre o texto e a afirmativa.
II. Incorreta. Atenção ao detalhe: o texto diz que, ao possuírem informações confiáveis, os gestores podem abdicar (ou seja, deixar de lado), e não privilegiar, decisões baseadas apenas em intuição e opinião pessoal. Aqui, há uma pegadinha frequente: uma leitura apressada pode inverter o sentido. Fique atento a palavras como “abdicar” e “privilegiar”, pois trazem sentidos opostos!
III. Correta. O trecho referente ao IBGE diz que indicadores são “ferramentas constituídas de variáveis que, associadas a partir de diferentes configurações, expressam significados mais amplos sobre os fenômenos...”. Portanto, a ideia da afirmativa é fiel ao texto.
Alternativa correta: C) Apenas duas afirmativas estão corretas.
Resumo da estratégia: Leia cada alternativa com atenção às palavras-chave; confira se a ideia apresentada está de fato no texto (interpretação fiel); esteja alerta a mudanças sutis de sentido (pegadinhas); recorra a uma leitura cautelosa dos conectivos e termos de oposição.
Dica de gramática: Coerência textual é, segundo Koch e Bechara, a “consistência lógica das ideias”. Não basta a frase ser gramaticalmente correta; ela deve bater com as informações do texto.
Conclusão: As afirmativas I e III estão corretas, II está errada.
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