Analise as afirmativas a seguir sobre a conduta na parada r...

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Ano: 2026 Banca: Avança SP Órgão: SES - SP Prova: Avança SP - 2026 - SES - SP - Médico I |
Q3833149 Medicina
Analise as afirmativas a seguir sobre a conduta na parada respiratória em adultos e assinale V (verdadeiro) ou F (falso):

( ) O diagnóstico de parada respiratória é feito quando o paciente está inconsciente, sem respiração normal e com pulso central palpável.
( ) As insuflações devem ter duração de aproximadamente 1 segundo e gerar elevação torácica visível.
( ) A frequência ideal de ventilação é de 1 insuflação a cada 2 segundos (30/min).
( ) O uso de cânula orofaríngea pode auxiliar na manutenção da via aérea pérvia.
( ) Caso o pulso se torne ausente, o protocolo a seguir deve ser o de Parada Cardiorrespiratória.

Assinale a sequência correta:
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O critério decisivo é o algoritmo de parada respiratória no adulto com pulso presente, conforme protocolo de Suporte Básico de Vida do Ministério da Saúde/SAMU 192: paciente irresponsivo, sem respiração normal e com pulso central palpável recebe ventilação de resgate com insuflações de cerca de 1 segundo, com elevação torácica visível, na frequência de 1 a cada 5 a 6 segundos; cânula orofaríngea pode auxiliar a manter a via aérea pérvia, e perda de pulso obriga transição para protocolo de PCR. Isso torna a sequência V–V–F–V–V.

Tema central: Parada respiratória adulta
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A coincide com o protocolo cobrado. A primeira assertiva é verdadeira porque a parada respiratória se distingue da PCR pela ausência de respiração normal com manutenção de pulso central palpável. A segunda é verdadeira porque a ventilação de resgate deve durar cerca de 1 segundo e produzir elevação torácica visível. A terceira é falsa porque 1 insuflação a cada 2 segundos corresponde a 30/min, frequência excessiva e contrária à recomendação de 1 ventilação a cada 5 a 6 segundos. A quarta é verdadeira porque a cânula orofaríngea é adjuvante útil para manter a via aérea pérvia no inconsciente. A quinta é verdadeira porque, se o pulso desaparecer, o quadro deixa de ser parada respiratória isolada e passa a exigir protocolo de parada cardiorrespiratória.
B
Errada
Está errada por dois pontos médicos objetivos. A primeira assertiva não é falsa: o reconhecimento operacional da parada respiratória no adulto é ausência de respiração normal com pulso central presente, o que a diferencia da PCR. A terceira também não é verdadeira: ventilação a cada 2 segundos gera 30/min, caracterizando hiperventilação e contrariando o protocolo, que recomenda 1 insuflação a cada 5 a 6 segundos.
C
Errada
Erra a segunda e a quinta assertivas. A segunda é verdadeira porque a técnica correta da ventilação de resgate é insuflação com duração aproximada de 1 segundo e elevação torácica visível; negar isso contraria o padrão técnico do suporte básico de vida. A quinta também é verdadeira, porque ausência de pulso redefine o quadro como PCR e impõe mudança imediata de algoritmo; manter a lógica de parada respiratória isolada nesse cenário seria tecnicamente inadequado.
D
Errada
O erro está na quinta assertiva. Se o pulso se torna ausente, não se trata mais de parada respiratória com pulso presente, mas de parada cardiorrespiratória. Esse achado muda o diagnóstico operacional e exige seguir o protocolo específico de PCR, não apenas continuar ventilação de resgate.
E
Errada
A primeira assertiva foi marcada como falsa de modo incorreto, porque a presença de pulso central palpável é justamente o elemento que sustenta o diagnóstico de parada respiratória e afasta PCR naquele momento. A quarta também foi marcada erroneamente: a cânula orofaríngea pode ser usada como adjuvante para manter a via aérea pérvia em paciente inconsciente, reduzindo obstrução por queda da língua.
Pegadinha da questão
A banca explorou duas confusões clássicas: trocar parada respiratória por PCR ao ignorar o pulso central presente e aceitar uma frequência ventilatória excessiva de 1 insuflação a cada 2 segundos, quando o protocolo recomenda 1 a cada 5 a 6 segundos.
Dica para questões semelhantes
  • Diferencie primeiro pelo pulso: apneia com pulso presente aponta para parada respiratória; ausência de pulso muda o quadro para PCR.
  • Na ventilação de resgate do adulto, fixe o padrão técnico: cerca de 1 segundo por insuflação, apenas até haver elevação torácica visível.
  • Desconfie de alternativas com ventilação muito rápida; no adulto com pulso presente, a referência é 1 ventilação a cada 5 a 6 segundos.
  • Medidas simples de via aérea, como cânula orofaríngea quando indicada, fazem parte da conduta inicial e não são detalhe acessório.

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