Conforme as recomendações da AHA e do ATLS, os choques sinc...

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Ano: 2026 Banca: Avança SP Órgão: SES - SP Prova: Avança SP - 2026 - SES - SP - Médico I |
Q3833147 Medicina
Conforme as recomendações da AHA e do ATLS, os choques sincronizados devem ser utilizados em pacientes com:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Choque sincronizado é indicado em taquiarritmias organizadas com pulso e instabilidade hemodinâmica; no caso, a alternativa que reúne esse critério é a que traz TSV instável, flutter atrial instável e taquicardia ventricular monomórfica com pulso instável, o que a torna compatível com o gabarito B.

Tema central: Cardioversão sincronizada
Análise das alternativas
A
Errada
Fibrilação ventricular e taquicardia sem pulso não são indicações de cardioversão sincronizada. São ritmos de parada cardiorrespiratória chocáveis por desfibrilação não sincronizada. O erro da alternativa é ignorar que a ausência de pulso muda o algoritmo para PCR.
B
Certa
A alternativa B está correta porque descreve exatamente as indicações clássicas de choque sincronizado: taquiarritmias com pulso, organizadas, e associadas a instabilidade hemodinâmica. Nessa situação, a descarga é sincronizada com a onda R para tratar a arritmia sem aplicar choque em período vulnerável da repolarização. TSV instável, flutter atrial instável e taquicardia ventricular monomórfica com pulso instável se enquadram nesse critério.
C
Errada
Assistolia e atividade elétrica sem pulso são ritmos não chocáveis. Neles, a conduta não é choque sincronizado nem desfibrilação, mas RCP de alta qualidade e tratamento das causas reversíveis conforme o protocolo de PCR. O critério que exclui a alternativa é serem ritmos não chocáveis.
D
Errada
Na taquicardia ventricular polimórfica instável sem possibilidade de sincronização, a conduta é choque não sincronizado, porque a morfologia variável impede sincronização confiável com a onda R. Portanto, a própria impossibilidade de sincronização exclui essa alternativa quando a pergunta é sobre choques sincronizados.
E
Errada
Bradicardia refratária a atropina não é tratada com cardioversão sincronizada. Quando há necessidade de intervenção elétrica nesse contexto, a modalidade apropriada é marcapasso transcutâneo, não choque sincronizado. O erro é confundir terapia elétrica para bradiarritmia com cardioversão de taquiarritmia.
Pegadinha da questão
A banca explora a diferença entre cardioversão sincronizada e desfibrilação, além do fato de que presença de pulso e possibilidade de sincronização são os pontos que separam as indicações.
Dica para questões semelhantes
  • Se a questão falar em choque sincronizado, procure taquiarritmia com pulso e instabilidade hemodinâmica.
  • Ritmo sem pulso segue algoritmo de PCR: FV e TV sem pulso recebem desfibrilação; assistolia e AESP não recebem choque.
  • Em taquicardia ventricular, diferencie monomórfica com pulso da polimórfica sem sincronização confiável.
  • Em bradicardia instável, a intervenção elétrica esperada é marcapasso, não cardioversão.

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