Ao tratar sobre a identificação da “essência de um conto”, o...

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Q2369312 Português
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Texto 1

Quem procura a essência de um conto no espaço que fica entre a obra e seu autor comete um erro: é muito melhor procurar não no terreno que fica entre o escritor e sua obra, mas justamente no terreno que fica entre o texto e seu leitor.

OZ, Amós. De amor e trevas. São Paulo: Cia. das Letras, 2005.
Ao tratar sobre a identificação da “essência de um conto”, o texto refere-se à atividade de leitura. Com base no que Oz (2005) expõe no texto, infere-se que o sentido de um conto 
Alternativas

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Comentário da Questão – Interpretação de Texto (Teoria da Recepção):

Tema central: Esta questão avalia a interpretação de texto, especialmente o entendimento sobre como se constrói o sentido de uma obra literária. O foco é a relação entre leitor, texto e autor, de acordo com a Teoria da Recepção, conceito essencial para a leitura crítica em concursos.

Justificativa da alternativa correta (A):

Pela Teoria da Recepção (Iser, Jauss), o sentido de um conto é elaborado na interação entre o leitor e a obra. O texto claramente orienta: “...é muito melhor procurar não no terreno que fica entre o escritor e sua obra, mas justamente no terreno que fica entre o texto e seu leitor.” Isso indica que o leitor desempenha papel ativo ao atribuir significado ao texto, utilizando suas experiências e contextos.

Ou seja, não é o autor quem determina tudo, nem apenas o leitor, mas a construção é conjunta. Essa visão é defendida por autores como Jauss e Iser e está alinhada à interpretação na maioria dos certames.

Análise das alternativas incorretas:

B) “É determinado e configurado pelo autor.”
Incorreta porque reduz o sentido ao autor, ignorando totalmente a ação do leitor, o que contraria o texto-base e a Teoria da Recepção (Jauss: “a obra é completada pelo leitor”).

C) “É resultado apenas da atividade subjetiva do leitor.”
Equívoco: o leitor é importante, mas não pode criar sentido do nada; há limites impostos pelo texto (estrutura, linguagem, contexto).

D) “É definido apenas pelas condições objetivas da obra.”
Erro comum: sugere que basta analisar o texto sem considerar a subjetividade do leitor. Mas, o próprio texto destaca o papel insubstituível do leitor.

Estratégia e dica: Sempre busque expressões que indicam “interação”, “relação” ou “troca” quando o enunciado abordar sentidos, significados ou funções do texto em questões interpretativas.

Conclusão: O gabarito é a letra A, pois reflete exatamente a construção conjunta de sentido entre leitor e texto, posicionamento amplamente aceito na literatura especializada (Jauss, Iser, Bechara, Cunha & Cintra).

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GAB: A

é muito melhor procurar não no terreno que fica entre o escritor e sua obra, mas justamente no terreno que fica entre o texto e seu leitor.

A

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