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Q2672383 Português

O texto seguinte servirá de base para responder às questões de 1 a 10.


O mito da fênix e a combustão espontânea


A fênix é uma ave mitológica, dotada de diversos poderes e cercada por muitos mistérios e histórias. Bastante presente em nossa cultura atual, a fênix é conhecida por meio das histórias de ficção (livros, filmes, games e séries), mas não pense que esse pássaro é uma criação moderna.


Há cerca de 5 mil anos, a região que hoje é conhecida como Emirados Árabes Unidos abrigava a maior espécie de garça que já passou pela Terra: a garça de Heron (também chamada pelo nome científico de Ardea bennuides). Acredita-se que essa garça serviu de inspiração para o surgimento de Benu, um ser mitológico do Egito Antigo associado à alma do deus do Sol, Rá. Essa ave sagrada também era vista como símbolo do renascimento (o que a ligava ao deus Osíris), pois se acreditava que, a cada 500 anos, ela era capaz de se consumir em chamas e renascer das próprias cinzas.


Posteriormente, já na Grécia Antiga, surgiram histórias de um pássaro com propriedades muito semelhantes a Benu e que, na mitologia grega, recebeu o nome de fênix. Embora haja contestações sobre a real origem desse ser mitológico, foram muitas as civilizações que cultuaram animais análogos a essa ave - ou outros pássaros com habilidades mágicas -, como os chineses, os árabes e os persas.


Por meio das histórias orais e escritas, o mito da fênix foi se propagando ao longo dos séculos. E podemos dizer que, dentre todas as histórias de pássaros mágicos, essa foi o que mais criou raízes no imaginário popular ocidental.


O processo de queima - ou combustão - nada mais é do que uma reação química decorrente do encontro de três elementos: um combustível (qualquer material oxidável, ou seja, capaz de reagir com o oxigênio e pegar fogo); um comburente (geralmente, o oxigênio); e uma fonte de ignição (por exemplo, uma faísca, que fornece a energia necessária para a reação ocorrer). Se algum desses três elementos não está presente, a queima não ocorre.


A combustão é uma reação fundamental para a manutenção da vida humana no planeta e teve seu marco histórico de origem datado por pesquisas arqueológicas em cerca de 7 mil anos antes de Cristo, quando os povos antigos começaram a produzir fogo, possibilitando diversos avanços tecnológicos.


Você já acendeu uma fogueira ou viu alguém fazendo isso? Para esse processo, podemos usar um pedaço de madeira, que funcionará como combustível (ou seja, irá queimar). Para facilitar a queima, podemos jogar sobre a madeira um líquido inflamável (como o álcool). O oxigênio irá participar dessa reação química fazendo o papel de comburente. E você ainda precisa de uma fonte de energia, como a chama de um fósforo ou a faísca de um isqueiro. Se a madeira queimar por completo (ou seja, o combustível se esgotar), a combustão se interrompe. Se você cobrir essa fogueira, impedindo a entrada de mais oxigênio, a fogueira se apaga por falta de comburente.


A partir dessas informações, vamos pensar na combustão da fênix. O combustível dessa reação é a própria fênix (tanto que quando ela se torna somente cinzas, a chama acaba). O comburente dessa reação é o próprio oxigênio. Mas e a fonte de energia externa, a ignição? Como é possível um objeto pegar fogo sem receber nenhuma energia?


Apesar de parecer realmente mágica, a combustão espontânea é um fenômeno real. O fato de não haver uma fonte externa visível de energia não significa que ela não exista. A temperatura de um corpo está diretamente associada à energia que esse corpo tem. Isso significa que um corpo quente (em alta temperatura) é um corpo com mais energia do que um corpo mais frio. Portanto, embora não seja algo muito comum, alguns materiais podem pegar fogo espontaneamente, apenas com o seu próprio calor.


Existe uma propriedade denominada 'ponto de ignição', que é a temperatura mínima para a ocorrência de uma combustão espontânea, sem a presença de uma fonte externa de ignição (como uma faísca). O ponto de ignição do álcool, por exemplo, é 363 ºC. Isso significa que, se por alguma razão, o álcool for aquecido até essa temperatura, ele pegará fogo, mesmo sem uma faísca para acendê-lo.


Materiais como carvão, feno, algodão, filmes antigos, estrume de vaca e até grãos de pistache possuem pontos de ignição baixos o suficiente para sofrerem esse tipo de combustão. Um exemplo de combustão espontânea ocorre em alguns biomas, como o pantanal e o cerrado. Em períodos de seca, incêndios pontuais podem acontecer.


O que podemos concluir é que, se a fênix não for composta por feno ou outro material de baixo ponto de ignição, dificilmente ela seria capaz de entrar em combustão espontânea, mas podemos levantar uma hipótese final. Diferentemente dos répteis, anfíbios e peixes, as aves e os mamíferos são endotérmicos (também chamados de 'animais de sangue quente'), ou seja, são capazes de controlar a própria temperatura corporal e manter o corpo aquecido mesmo em ambientes mais frios. Talvez a fênix seja capaz de aquecer o próprio corpo a uma temperatura tão grande que a leve à combustão. Por se tratar de um pássaro mitológico, porém, não podemos encontrar um desses no mundo real e estudá-lo. Portanto, só nos resta fazer especulações e nos maravilharmos com suas belas aparições nos cinemas.


Retirado e adaptado de: WAGNER, Frans.; OPPE, Ingrid Gerdi.; MIRANDA, Lucas Mascarenhas de. O mito da fênix e a combustão espontânea. Ciência Hoje. Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/o-mito-da-fenix-e-a-combustao-espontanea/ Acesso em: 07. ago., 2022.

Assinale a alternativa que apresenta correção de ortografia, segundo a norma culta da língua portuguesa:

Alternativas

Gabarito comentado

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Assunto central: Ortografia e escolha adequada de palavras segundo a norma-padrão. A questão cobra do candidato o reconhecimento de vocábulos corretos em situações cotidianas, um ponto fundamental para o exercício da função administrativa no ambiente escolar.

Alternativa correta: B

Justificativa:Assistiremos ao filme na sessão das 18:00. Estou empolgadíssima!” está conforme a ortografia oficial. O termo “sessão” refere-se corretamente ao horário de exibição do filme (sessão de cinema). Além disso, os tempos verbais e a pontuação estão adequados às normas da língua portuguesa standard.

Análise das alternativas incorretas:

A) "Nada haver" está incorreto. O correto é “nada a ver”, expressão que indica ausência de relação entre assuntos.
Regra: Segundo Bechara, “ter a ver” é diferente de “ter a haver”; neste contexto, apenas a primeira está correta.

C) "Embaixo entusiasmo" é erro de construção. O adequado seria “baixo entusiasmo”, pois “embaixo” indica localidade (ex: embaixo da mesa), não intensidade.

D) "Agente" está inadequado: Deve-se usar “a gente” (locução pronominal equivalente a “nós”), e não o substantivo “agente” (quem age ou exerce função).

E) "Menas" é forma inexistente na norma culta. Sempre se usa “menos”, que é advérbio invariável, independentemente do gênero e número: “menos pessoas”, “menos chances”.

Dicas de prova: Leia atentamente as expressões consagradas pelo uso, evite confusões com palavras parecidas (“sessão”/“seção”, “a gente”/“agente”) e lembre-se de que advérbios como “menos” não têm flexão.

Resumo: A alternativa B é a única devidamente escrita segundo a ortografia oficial. Conhecer e aplicar a norma-padrão é indispensável para provas e para a atuação nos cargos administrativos da educação.

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Comentários

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mesma questão repetindo umas 10 vezes, bom pra iludir com o aumento das estatísticas

Justificativa:

   A: A frase está errada, pois o correto é "não há", e a construção "Nada haver" não é gramaticalmente correta.

   B: A frase está gramaticalmente correta e a ortografia das palavras está adequada.

   C: A frase está errada, pois o correto é "em baixo", com "baixo" funcionando como um advérbio.

   D: A frase está errada, pois o correto é "agente", com "gente" representando a forma abreviada de "nos", e o correto é "nos" e não "agente".

   E: A frase está errada, pois o correto é "menos", e "menas" não é uma palavra existente na língua portuguesa.

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