Homem de 71 anos, portador de hiperplasia prostática benigna...

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Q3918104 Medicina
Homem de 71 anos, portador de hiperplasia prostática benigna, dá entrada na emergência com confusão mental, náuseas e oligúria progressiva há 3 dias. Exames laboratoriais mostram: creatinina 6,1 mg/dL (prévia 1,2); ureia 180 mg/dL; potássio 6,3 mEq/L; pH 7,25. Ultrassonografia revela rins de tamanho preservado com hidronefrose bilateral. Qual é a conduta inicial mais adequada? 
Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: O caso é de injúria renal aguda pós-renal por obstrução infravesical presumida por HPB: oligúria, azotemia aguda e hidronefrose bilateral com rins preservados indicam bloqueio de saída urinária, cuja conduta inicial é desobstrução imediata com sonda vesical de alívio.

Tema central: IRA pós-renal obstrutiva
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque, embora hipercalemia e acidose possam indicar terapia renal substitutiva se forem graves ou refratárias, a questão pede a conduta inicial mais adequada diante de uma causa pós-renal evidente e imediatamente corrigível. A diálise não remove a obstrução infravesical; o primeiro passo é desobstruir a via urinária.
B
Errada
Está errada porque diurético de alça não corrige bloqueio ao fluxo urinário. Na IRA pós-renal, a queda do RFG decorre da obstrução; estimular diurese sem descompressão vesical não trata a fisiopatologia do quadro nem resolve a hidronefrose bilateral.
C
Errada
Está errada porque o enunciado não fornece elementos que sustentem infecção urinária ou sepse. Não há base para antibiótico empírico como medida inicial, e essa conduta não trata a obstrução que explica a IRA neste cenário.
D
Errada
Está errada porque a etiologia já está praticamente definida pelo contexto clínico e pela ultrassonografia como obstrutiva pós-renal. Biópsia renal é invasiva e não tem papel inicial quando há hidronefrose bilateral em paciente com HPB e suspeita de obstrução infravesical.
E
Certa
A alternativa E está correta porque trata a causa mecânica da insuficiência renal aguda. Na obstrução infravesical presumida por HPB, a primeira medida é drenagem vesical imediata, geralmente por cateterização, para aliviar a pressão retrógrada sobre o trato urinário, permitir retomada do fluxo urinário e possibilitar reversão da oligúria e da piora azotêmica. Os distúrbios metabólicos graves devem ser tratados e monitorados em paralelo, mas isso não substitui a desobstrução causal quando ela é prontamente factível.
Pegadinha da questão
A banca explora a tendência de priorizar automaticamente a diálise por causa do potássio elevado e da acidose, mas o ponto decisivo é que existe uma causa mecânica pós-renal evidente e prontamente reversível, cuja correção inicial é a sonda vesical.
Dica para questões semelhantes
  • Em IRA com hidronefrose bilateral e contexto compatível com obstrução baixa, pense primeiro em desobstrução urinária como medida etiológica inicial.
  • Não use diurético para oligúria sem definir a etiologia; em obstrução, ele não resolve o mecanismo do quadro.
  • Hipercalemia e acidose exigem manejo urgente, mas não substituem a correção imediata de uma obstrução urinária prontamente acessível.
  • Quando o enunciado já fecha etiologia pós-renal por imagem e contexto, biópsia renal não é exame inicial.

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