Homem de 61 anos, tabagista de 40 maços-ano, com dispneia pr...

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Q3918101 Medicina
Homem de 61 anos, tabagista de 40 maços-ano, com dispneia progressiva e tosse crônica. Espirometria mostra: VEF1/CVF = 0,58; VEF1 = 52% do previsto; após broncodilatador: aumento de VEF1 de 180 mL (7%). Qual é a interpretação mais correta?
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O critério que decide a questão é a combinação de padrão obstrutivo com ausência de reversibilidade broncodilatadora significativa: VEF1/CVF de 0,58 caracteriza obstrução, e o aumento pós-broncodilatador de 180 mL e 7% não atinge o critério clássico de resposta significativa (>= 200 mL e >= 12%), levando à interpretação de obstrução persistente compatível com DPOC.

Tema central: Interpretação espirométrica obstrutiva
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque houve aumento do VEF1 após broncodilatador, mas esse aumento não foi significativo pelos critérios clássicos cobrados em prova: faltaram tanto os 200 mL quanto os 12%. Portanto, não se pode definir asma brônquica com base nesse achado. Além disso, o conjunto clínico-espirométrico é mais compatível com DPOC.
B
Certa
A alternativa B está correta porque a espirometria mostra distúrbio ventilatório obstrutivo pela redução do VEF1/CVF, e o VEF1 de 52% do previsto indica obstrução moderada. O dado decisivo é que a resposta ao broncodilatador foi de apenas 180 mL e 7%, abaixo do critério clássico de reversibilidade significativa. No contexto de tabagismo importante, idade mais avançada e sintomas respiratórios crônicos, a leitura mais coerente é obstrução persistente compatível com DPOC.
C
Errada
Está errada porque resposta parcial discreta ao broncodilatador, isoladamente, não estabelece síndrome de sobreposição asma-DPOC. A base afirma que pequena variação subcritério não basta para inferir componente asmático obrigatório, e faltam elementos típicos de asma que sustentem essa conclusão.
D
Errada
Está errada porque não há base para afirmar restrição associada. Restrição não é diagnosticada apenas por VEF1 reduzido; seria necessário avaliar CVF e, idealmente, confirmar por volumes pulmonares, especialmente CPT. O enunciado só sustenta obstrução.
E
Errada
Está errada porque a espirometria é francamente anormal: VEF1/CVF de 0,58 caracteriza obstrução ao fluxo aéreo, e VEF1 de 52% do previsto mostra comprometimento funcional relevante. Isso não pode ser interpretado como normal para a idade.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre qualquer melhora pós-broncodilatador e reversibilidade significativa; aqui houve alguma variação, mas ela ficou abaixo do critério clássico e não autoriza chamar de asma nem de sobreposição.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro defina o padrão ventilatório pelo VEF1/CVF; valor reduzido aponta obstrução.
  • Para reversibilidade significativa, confira se o ganho atinge simultaneamente >= 200 mL e >= 12% no VEF1 ou na CVF pelos critérios clássicos.
  • Não diagnostique asma ou sobreposição apenas porque houve pequena melhora após broncodilatador.
  • Não conclua restrição sem dados de CVF e sem confirmação adequada por volumes pulmonares.

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