Leia o trecho a seguir. Alfredo, auxiliar de contabilidade ...
Alfredo, auxiliar de contabilidade com 25 anos, solteiro, mora sozinho. Após três dias de ausência em seu trabalho, sem responder ao telefone ou e-mail, seus colegas foram à sua casa verificar se tudo estava bem. Encontraram Alfredo há três dias sem sair de casa e sem dormir, extremamente amedrontado.
Após alguma resistência, ele afirmou categoricamente que seu vizinho tem espionado sua casa através de escutas clandestinas, pois Alfredo tem ouvido suas conversas com terceiros desconhecidos descrevendo “cada passo que eu dou dentro de casa e dizendo que irá me pegar no corredor do prédio”.
No pronto-socorro psiquiátrico, a equipe conseguiu contatar a mãe do jovem, que afirmou que o vizinho tivera, dias antes, uma discussão violenta com Alfredo. Ela negou histórico psiquiátrico do filho e referiu neurodesenvolvimento normal, embora confirmasse que, desde a infância, seu filho era uma pessoa socialmente muito retraída. Seus colegas confirmaram o perfil estranho do colega e também não perceberam alterações do comportamento ou funcionamento mental habituais.
Ao exame psicopatológico, não se observaram alterações significativas na atenção, memória, orientação e nas funções neurológicas. Apresentava afeto ansioso e inadequado, humor normotímico e pensamento de conteúdo paranoico delirante, com alterações formais sutis. Exames laboratoriais, incluindo toxicológico, estavam normais. O psiquiatra prescreveu risperidona 4 mg/dia e, após cinco dias, o paciente havia se recuperado do quadro em tela.
Diante do caso narrado, conforme o DSM-5-TR, assinale a opção que indica o diagnóstico mais adequado no momento.