Uma escola municipal que atende crianças da Educação Infantil (turmas de 4 e 5 anos) e dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental
(1º e 2º anos) identificou uma crescente desmotivação dos estudantes em relação à leitura de livros impressos e uma preferência
acentuada por telas e conteúdos digitais. Observou-se também um vocabulário limitado e dificuldades na interpretação de
narrativas simples. Diante desse cenário, a equipe docente, em conjunto com a coordenação pedagógica, elaborou o projeto Contos
que Encantam, uma proposta de intervenção focalizada na literatura infantil. Para a Educação Infantil, as ações incluíam rodas de
leitura diárias, teatro de fantoches e criação de livros coletivos com desenhos das crianças. Nos Anos Iniciais, foram implementados
clubes de leitura, dramatizações de histórias, produção de diários de leitura individuais e convites a autores locais para rodas de conversa.
O objetivo central era fomentar o prazer pela leitura, expandir o repertório linguístico e desenvolver a capacidade de compreensão
e de imaginação. Após os primeiros meses de implementação, observou-se um engajamento gradual das crianças, com algumas
turmas demonstrando maior entusiasmo. Contudo, os professores relataram desafios na manutenção da frequência das atividades e
na integração do projeto com outras áreas do currículo, percebendo a necessidade de aprimoramento contínuo da proposta.
Considerando o projeto Contos que Encantam, articulado com os Campos de Experiências da Base Nacional Comum Curricular (BNCC)
para a Educação Infantil, a abordagem da literatura infantil deve ser orientada para
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