Uma instituição de acolhimento abriga adolescentes de 12 a 17 anos em situação de vulnerabilidade social, vítimas de abandono
e negligência. Muitos deles apresentam dificuldades de aprendizagem e de socialização, e baixa autoestima. Um dos desafios a
ser enfrentado no local é o uso de celulares pelos adolescentes, que os trazem quando ingressam na instituição ou os recebem
de presente dos seus padrinhos. Sem a mediação adequada, os conteúdos acessados e divulgados por eles frequentemente
promovem a circulação de informações falsas, que são absorvidas sem uma reflexão crítica. A equipe técnica da instituição
observa que os adolescentes estão desmotivados em relação aos estudos e têm dificuldade em construir os seus projetos de vida.
Além disso, há conflitos frequentes entre os acolhidos, que têm a responsabilidade de colaborar na limpeza e na organização da
instituição. A pedagoga que atua no local tem como trabalho orientar e promover atividades educativas que contribuam para
o desenvolvimento pessoal e social dos adolescentes, além de apoiá-los no processo de escolarização.
O avanço das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) trouxe benefícios e, também, grandes desafios, entre os quais
se destaca a rápida disseminação de notícias falsas, as chamadas fake news. Na instituição de acolhimento, isso constitui uma
preocupação, especialmente considerando o fácil acesso dos adolescentes aos dispositivos móveis e à internet. Observa-se que,
no cotidiano, esses jovens tendem a compartilhar, sem uma reflexão crítica, informações falsas que circulam nas redes sociais
que, por sua ampla difusão, acabam por adquirir status de verdade.
Ao estabelecer uma proposta pedagógica de enfrentamento às fake news entre os adolescentes, a pedagoga da instituição
reconhece que