Uma instituição de acolhimento abriga adolescentes de 12 a 17 anos em situação de vulnerabilidade social, vítimas de abandono
e negligência. Muitos deles apresentam dificuldades de aprendizagem e de socialização, e baixa autoestima. Um dos desafios a
ser enfrentado no local é o uso de celulares pelos adolescentes, que os trazem quando ingressam na instituição ou os recebem
de presente dos seus padrinhos. Sem a mediação adequada, os conteúdos acessados e divulgados por eles frequentemente
promovem a circulação de informações falsas, que são absorvidas sem uma reflexão crítica. A equipe técnica da instituição
observa que os adolescentes estão desmotivados em relação aos estudos e têm dificuldade em construir os seus projetos de vida.
Além disso, há conflitos frequentes entre os acolhidos, que têm a responsabilidade de colaborar na limpeza e na organização da
instituição. A pedagoga que atua no local tem como trabalho orientar e promover atividades educativas que contribuam para
o desenvolvimento pessoal e social dos adolescentes, além de apoiá-los no processo de escolarização.
Nesse contexto, a pedagoga é frequentemente chamada para mediar situações nas quais são evidenciadas atitudes sexistas.
Ela observou, por exemplo, que um dos adolescentes passou a ser alvo constante de bullying por desempenhar atividades
domésticas, socialmente reconhecidas como “serviço de mulher”. Com o objetivo de intervir na situação, a pedagoga organizou
uma roda de conversa, dispondo-se a ouvir os adolescentes e provocá-los a refletir sobre as formas como as representações de
feminino e masculino são produzidas e naturalizadas nos espaços sociais. Ela levantou questões como: precisamos nos enquadrar
em papéis de gênero previamente definidos? Como esses papéis são atribuídos às mulheres e aos homens?
Diante do exposto, o objetivo da estratégia utilizada pela pedagoga foi
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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