Paciente masculino de 36 anos chega ao Pronto Atendimento ví...
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Tema central: trauma abdominal fechado com instabilidade hemodinâmica exige decisões rápidas para controlar hemorragia e não comporta exames que atrasem a intervenção. Diretriz-chave: ATLS/ACS e EAST recomendam que o paciente instável não deve ser encaminhado à tomografia.
Alternativa correta (inapropriada): C – Tomografia computadorizada de abdome
A TC é excelente em paciente estável para avaliar lesões viscerais, mas em choque (FC 132 bpm, PA 80/60 mmHg) prolonga o tempo até o controle do sangramento e requer deslocamento/traslado. Segundo ATLS 10ª ed., UpToDate e recomendações da EAST, o manejo prioritário é ressuscitar e controlar a hemorragia com FAST/DPL e laparotomia quando indicado. Exceção rara: centros com CT no leito em sala híbrida, o que não é o padrão em provas.
Análise das demais alternativas
A – FAST: Apropriado. Ultrassom à beira-leito, rápido e repetível, identifica líquido livre (espaço hepatorrenal, esplenorrenal, pelve, pericárdio). Em instável, FAST positivo direciona à laparotomia imediata. Lembrete: FAST negativo não exclui sangramento retroperitoneal; pode ser repetido ou complementado por DPL (ATLS, WSES).
B – Lavado peritoneal diagnóstico (DPL): Apropriado quando FAST é não conclusivo/indisponível. Muito sensível para hemoperitônio em instáveis. Critérios de positividade: aspiração de sangue a granel ou RBC > 100.000/mm³, presença de bile, fezes ou fibras alimentares. Hoje é menos usado que o FAST, mas permanece opção válida em choque (ATLS).
D – Laparotomia mediana: Apropriada. Indicada em instabilidade hemodinâmica com FAST positivo, sinais de peritonite ou evisceração. Estratégia de Damage Control Surgery pode ser necessária (controle rápido de hemorragia/contaminação, correção de coagulopatia, hipotermia e acidose). A via mediana oferece acesso amplo e rápido (ATLS, UpToDate).
E – Ressuscitação volêmica: Apropriada. Utilizar ressuscitação hemostática: minimizar cristaloides, hemocomponentes balanceados (p.ex., 1:1:1), hipotensão permissiva até controle do sangramento (PAM ~60–65 mmHg), aquecimento, correção de coagulopatia e consideração de ácido tranexâmico nas primeiras 3 horas (CRASH-2, ATLS, WSES).
Estrategia para a prova: destaque a expressão “franca instabilidade hemodinâmica” = evitar exames demorados/que exigem deslocamento (como TC) e priorizar FAST/DPL, ressuscitação e laparotomia quando indicado.
Referências úteis: ATLS 10ª ed. (ACS); UpToDate – Evaluation of blunt abdominal trauma; EAST/WSES guidelines para trauma abdominal e ressuscitação hemostática; Harrison’s Principles of Internal Medicine (abordagem inicial do trauma).
Gabarito: C
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Comentários
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Franca instabilidade hemodinâmica e leva o Paciente para a TC?
INAPROPRIADA
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