As Doenças Transmitidas por Alimentos (DTA) ocorrem pela in...

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Ano: 2022 Banca: UFPE Órgão: UFPE Prova: UFPE - 2022 - UFPE - Nutricionista |
Q3737435 Nutrição
As Doenças Transmitidas por Alimentos (DTA) ocorrem pela ingestão de alimentos contaminados e/ou água contaminada. No período de 1999 a 2005, foram notificados 241 surtos de DTA, no Estado de Pernambuco. Entre 2006 e 2013, foram notificados, no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), 850 casos de contaminação na área urbana e 53 casos na área rural, na zona da mata sul de Pernambuco. Apenas entre janeiro e junho de 2013, foram apresentados 59 surtos, sendo 33 destes causados por alimentos e ingestão de água contaminados. Para minimizar esse problema de Saúde Pública, o nutricionista pode e deve colaborar com a investigação destes surtos, a qual, nos serviços de alimentação, tem por objetivo:
Alternativas

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Tema central: A questão aborda investigação de surtos de Doenças Transmitidas por Alimentos (DTA), assunto fundamental em epidemiologia nutricional, especialmente para atuação de nutricionistas em serviços de alimentação.

Compreensão do tema: Os DTAs ocorrem após ingestão de alimentos ou água contaminados. Surto é caracterizado pelo aumento do número de casos de uma doença específica, associada a um alimento comum. O nutricionista atua, nesses cenários, para estruturar a investigação, delimitar o surto e adotar medidas preventivas.

Comentário sobre a alternativa correta – B: A identificação do alimento responsável por meio da definição da refeição suspeita é o objetivo principal da investigação de um surto de DTA. O processo envolve:

  • Levantamento do histórico alimentar das pessoas afetadas;
  • Cruzar dados sobre quais alimentos foram consumidos pelos doentes e pelos não doentes;
  • Análise do quadro clínico e determinação dos padrões de sintomas;
  • Identificação do alimento mais frequentemente consumido pelos casos.

Essa abordagem é consistente com os manuais do Ministério da Saúde, sendo considerada essencial para intervir rapidamente e evitar novos casos.

Análise das alternativas incorretas:

  • A: O número de doentes não define o agente etiológico. A identificação microbiológica/laboratorial é fundamental, não bastando apenas quantificar afetados.
  • C: A percepção das autoridades sanitárias é secundária diante do método científico. A investigação requer evidências objetivas, como análise epidemiológica e laboratorial.
  • D: Só é possível identificar o quadro clínico predominante depois do surto ocorrer, com base nos relatos dos sintomas. Analisar 24h antes é incorreto e metodologicamente inviável.
  • E: O período de incubação serve para estimar tempo entre exposição e início dos sintomas, utilizado para associar o agente etiológico e tipo de doença, não para identificar não doentes.

Destaque para pegadinhas: Muitos alunos confundem número de casos com identificação de agente etiológico (alternativa A). Atenção à diferença entre medidas epidemiológicas e objetivos da investigação. Outro erro comum é superestimar o papel da autoridade sanitária sem priorizar a evidência científica (alternativa C).

Resumo para concursos: Priorize o alimento causador na investigação de surtos de DTA. Foque em dados objetivos, evidências clínicas, epidemiológicas e laboratoriais. Esse raciocínio é exigido em concursos!

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