Nove anos depois, a escola ganhou o prêmio internacional Mel...
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Como escola pública de Cubatão deixou rotina de drogas e violência e se tornou uma das 'melhores do mundo'
O professor Régis Marques conheceu a Escola Estadual Parque dos Sonhos ao receber, em 2016, convite para assumir sua direção. Ao buscar informações, encontrou notícias sobre violência, furtos e invasões, além do apelido Parque dos Pesadelos. Apesar da má fama, aceitou o desafio.
Nove anos depois, a escola ganhou o prêmio internacional Melhor Escola do Mundo 2025 na categoria Superação de Adversidades, reconhecida por transformar uma realidade marcada por insegurança. Localizada no Jardim Real, área isolada para onde foram reassentadas famílias da Serra do Mar, a escola convivia com invasões e uso de drogas no espaço. Em 2016, tinha apenas cento e dezesseis alunos, muitos pedindo transferência.
Régis estabeleceu a meta de transformar a instituição. A equipe reconstruiu a estrutura física com apoio de empresas, arrecadando cem mil reais. Para se aproximar da comunidade, abriu a escola aos finais de semana e criou cursinhos. Voluntários, como Ana Gabriela Lima, passaram a ajudar em diversas atividades. Em tempo integral, a escola ampliou seu currículo com vinte e três projetos, de culinária a esportes como patinação. A escuta dos alunos e o olhar humanizado fortaleceram vínculos. A estudante Ester Silva, inicialmente resistente ao tempo integral, encontrou pertencimento no teatro.
Inspirado em modelo cubano, o projeto 'A escola vai à sua casa' promove visitas às famílias de alunos com problemas de frequência ou indisciplina, permitindo compreender suas condições de vida. Os corredores exibem grafites de figuras ligadas aos direitos humanos, integrando o projeto pedagógico que inclui a 'Semana da não Violência', com debates e práticas restaurativas. Régis destaca que não violência é questionar sistemas opressivos, e reforça que a escola prioriza a união, independentemente de posições políticas.
A conquista do prêmio emocionou a comunidade. A escola quase dobrou seu índice no Idesp, passando de 2,2 para 4,6 em uma década. Para os professores, contudo, o impacto vai além dos números: vê-se na proteção social oferecida, como relatos de estudantes que revelaram abusos nas aulas de tutoria. Régis reconhece desafios, mas celebra o percurso: uma escola que quase fechou por falta de alunos em 2016 iniciará 2026 com cerca de mil e duzentos estudantes, simbolizando seu papel como agente de transformação social.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cjwy9n1npe8o.adaptado
Nove anos depois, a escola ganhou o prêmio internacional Melhor Escola do Mundo 2025 na categoria Superação de Adversidades, reconhecida por transformar uma realidade marcada por insegurança.
De acordo com a análise morfológica do período, assinale a alternativa CORRETA quanto ao número de artigos simples presentes na frase.
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Gabarito: B
Fundamento decisivo: No período indicado, a classificação morfológica relevante é a de artigos simples expressos: "a" em "a escola", "o" em "o prêmio" e "uma" em "uma realidade". A forma "na" resulta de preposição + artigo e não altera a contagem acolhida pela banca. Assim, o total considerado é de três artigos simples, o que conduz à alternativa B.
- Verifique se o termo antes do substantivo determina ou apenas quantifica: se não houver ideia de contagem exata, pode ser artigo indefinido, como em "uma realidade".
- Não some automaticamente artigo dentro de contração como "na" sem conferir qual foi o critério de contagem adotado pela banca.
- Conte apenas os artigos efetivamente reconhecíveis no período segundo a classificação pedida, distinguindo artigo autônomo de forma contraída.
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Comentários
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Alguém pode ajudar por que não a B?
Por incrível que pareça, é a letra C.
Há quatro artigos simples:
a (escola)
o (prêmio)
a (em na categoria)
uma (realidade)
Não seria B, tive dúvidas também nela, pois a B esqueceu de colocar ''na categoria'' .
Gabarito: B
A questão pede especificamente o número de artigos simples. Na gramática, chamamos de "artigo simples" aquele que se apresenta de forma pura na frase, ou seja, que não está contraído ou combinado com preposições (como ocorre em do, da, no, na, pelo, etc.).
Vamos mapear todos os artigos da frase:
- "a" (em a escola) ➔ Artigo definido feminino singular. É um artigo simples.
- "o" (em o prêmio) ➔ Artigo definido masculino singular. É um artigo simples.
- "do" (em do Mundo) ➔ É a contração da preposição de + o artigo o. Logo, não é um artigo simples.
- "na" (em na categoria) ➔ É a contração da preposição em + o artigo a. Logo, não é um artigo simples.
- "uma" (em uma realidade) ➔ Artigo indefinido feminino singular. É um artigo simples. (Atenção: aqui ele não é numeral porque não indica contagem exata em oposição a "duas realidades", mas sim generaliza o substantivo, indicando "uma realidade qualquer/uma certa realidade").
Por que as outras estão erradas?
- A está incorreta porque classifica "uma" como numeral. No contexto da frase, "uma" atua como artigo indefinido.
- C está incorreta porque inclui o artigo presente em "na categoria". Como vimos, "na" é uma contração (em + a), portanto o artigo ali não está na sua forma simples.
- D está incorreta porque tenta induzir o candidato ao erro sugerindo que há mais artigos escondidos determinando núcleos, o que não é verdade para a contagem de artigos simples.
fonte: gemini
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