Conforme preconizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuá...
Gabarito comentado
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A alternativa D é a correta.
Para entender por que esta alternativa é a mais adequada, é importante compreender a abordagem do diagnóstico e vigilância da raiva em ruminantes, conforme preconizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
A raiva é uma doença viral fatal que afeta o sistema nervoso central dos mamíferos, incluindo os ruminantes. O diagnóstico correto é crucial para controlar a propagação da doença. Para isso, a coleta de segmentos encefálicos específicos é necessária, pois o vírus da raiva tem uma afinidade particular por determinadas regiões do cérebro.
Justificativa para a alternativa correta (D):
- Telencéfalo médio-caudal: Esta região está envolvida nos processos iniciais de infecção e disseminação do vírus da raiva.
- Tálamo: O tálamo é uma área chave onde o vírus pode ser detectado devido à sua alta atividade durante a infecção.
- Cerebelo: O cerebelo é frequentemente afetado pela infecção, tornando-se um local relevante para o diagnóstico.
- Medula oblonga: Esta parte do tronco cerebral é crítica para a vigilância, pois o vírus frequentemente alcança este ponto antes de se disseminar para outras partes do sistema nervoso central.
Análise das alternativas incorretas:
A - Cérebro cranial, hipocampo, tálamo e medula oblonga: Embora o tálamo e a medula oblonga sejam importantes, o cérebro cranial e o hipocampo não são as áreas preferenciais para diagnóstico da raiva em ruminantes.
B - Telencéfalo cranial, colículos, cerebelo e medula espinhal: Apesar de o cerebelo ser relevante, os colículos e a medula espinhal não são prioritários para a coleta quando se trata de raiva.
C - Cérebro caudal, mesencéfalo, hipocampo e medula espinhal: Similar a outras alternativas, o hipocampo e a medula espinhal não são as melhores escolhas para o diagnóstico eficiente de raiva.
É importante lembrar que as técnicas de coleta e diagnóstico são determinantes no controle de zoonoses como a raiva, e seguir as diretrizes corretas pode ser vital para a saúde animal e pública.
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A resposta correta é a Alternativa D: Telencéfalo médio-caudal, tálamo, cerebelo e medula oblonga.
Segundo o Manual Técnico do Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros (PNCRH/MAPA), a padronização para a colheita de amostras do Sistema Nervoso Central (SNC) visa ao diagnóstico conclusivo tanto da Raiva quanto do diagnóstico diferencial para outras enfermidades neurológicas (incluindo Encefalopatias Espongiformes Transmissíveis - EETs).
As estruturas recomendadas abrangem as áreas anatômicas onde há maior predileção do vírus (Lyssavirus) e formação dos Corpúsculos de Negri:
- Telencéfalo médio-caudal (Córtex/Cérebro e Hipocampo): Região crucial para o diagnóstico histopatológico (Corpúsculos de Negri são muito frequentes nos neurônios do Hipocampo/Amón).
- Tálamo: Fragmento representativo do diencéfalo, importante para Imunofluorescência Direta (IFD) e isolamento viral.
- Cerebelo: Estrutura fundamental com grande densidade de células de Purkinje, altamente parasitadas pelo vírus da raiva.
- Medula Oblonga (Bulbo / Tronco Encefálico - com o Óbex): Indispensável para o diagnóstico da Raiva e mandatório para a vigilância passiva das EETs (como a Encefalopatia Espongiforme Bovina - EEB).
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