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Tema central: quadro clássico de peritonite associada à diálise peritoneal (PRDP), sugerida por dor abdominal, febre e efluente peritoneal turvo. O diagnóstico se apoia em clínica + análise do efluente: contagem celular e cultura.
Alternativa correta: A – A maioria dos casos é devida a Staphylococcus. Em PRDP, os agentes mais comuns são cocos Gram-positivos de pele, sobretudo Staphylococcus coagulase-negativos (p.ex., S. epidermidis) e S. aureus. Isso reflete contaminação pela flora cutânea na manipulação do cateter. Gram-negativos (p.ex., Pseudomonas, Enterobacteriaceae) são menos frequentes. Referências: ISPD Peritonitis Guidelines 2022; UpToDate; Harrison’s.
Análise das incorretas
B – “Nenhum organismo é identificado em 50%.” Incorreto. Com técnica adequada (inocular o efluente em frascos de hemocultura), a taxa de cultura-negativa deve ser < 20% (meta < 10%) segundo ISPD. 50% é muito alto e indica falha de método.
C – “Antibióticos intravenosos empiricamente.” Incorreto. A via de escolha é a intraperitoneal (IP), que atinge maiores concentrações no peritônio. IV é reservada para choque/sépse grave ou impossibilidade da via IP. Esquema empírico típico IP: cobertura para Gram-positivos (vancomicina ou cefazolina) + Gram-negativos (ceftazidima, cefepime ou aminoglicosídeo), ajustando após culturas (ISPD 2022).
D – “Leucócitos >50/mm³ é diagnóstico para SBP.” Incorreto e confunde entidades. Em PRDP, sugere peritonite: leucócitos >100/mm³ com >50% de neutrófilos após permanência do dialisato por ≥2 h, ou turbidez típica. Em SBP do cirrótico, o ponto de corte é ≥250 PMN/mm³. Logo, >50/mm³ não é diagnóstico.
E – “Infecções polimicrobianas sugerem contaminação.” Incorreto. Polimicrobianas, especialmente com enterobactérias/anaeróbios, sugerem peritonite secundária por perfuração ou foco intra-abdominal, demandando imagem, possível cirurgia e, muitas vezes, retirada do cateter; não é simples contaminação.
Diagnóstico e conduta prática: coletar efluente para contagem de células com diferencial, Gram e cultura (frascos de hemocultura), preferindo uma permanência mínima de 2 h do dialisato. Iniciar antibioticoterapia IP empírica imediatamente após coleta. Considerar profilaxia antifúngica se uso prolongado de antibióticos (ISPD).
Estratégia de prova: reconheça os “triângulos” de PRDP: dor + febre + efluente turvo; lembre da via IP como padrão e dos Staphylococcus como principais agentes. Cuidado com a “pegadinha” dos pontos de corte de leucócitos (SBP ≠ PRDP).
Referências: ISPD Peritonitis Guidelines 2022; UpToDate: Peritonitis in peritoneal dialysis; Harrison’s Principles of Internal Medicine.
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⚕️QUESTÃO SOBRE PERITONITE EM PACIENTE EM DIÁLISE PERITONEAL
✅ALTERNATIVA CORRETA: A: A maioria dos casos é devido ao Staphylococcus.
A peritonite em pacientes em diálise peritoneal é frequentemente causada por infecções bacterianas, sendo o Staphylococcus, especialmente o Staphylococcus epidermidis, o agente mais comum. Este microrganismo é associado à contaminação do cateter ou manipulação inadequada durante o processo de diálise.
✏️JUSTIFICATIVA.
A peritonite é uma complicação comum em pacientes em diálise peritoneal e pode ser causada por microrganismos introduzidos durante a manipulação do cateter. O Staphylococcus epidermidis é o agente mais frequente devido à sua presença na flora cutânea. O diagnóstico é baseado em sinais clínicos, como febre, dor abdominal e líquido peritoneal turvo, associado a achados laboratoriais, como aumento de leucócitos no líquido peritoneal. O tratamento inicial inclui antibióticos empíricos, geralmente cobrindo bactérias Gram-positivas e Gram-negativas.
⚠️ANÁLISE DAS DEMAIS ALTERNATIVAS
✅ [A]: A maioria dos casos é devido ao Staphylococcus, especialmente Staphylococcus epidermidis, sendo esta a alternativa correta.
❌ [B]: Nenhum organismo é identificado em cerca de 20% dos casos, e não 50%, tornando esta alternativa incorreta.
❌ [C]: Antibióticos intravenosos não são a primeira escolha; o tratamento empírico inicial é geralmente intraperitoneal, para atingir concentrações adequadas no local da infecção.
❌ [D]: O diagnóstico de peritonite em diálise peritoneal é feito com contagem de leucócitos no líquido peritoneal >100 células/mm³, com pelo menos 50% de polimorfonucleares, e não >50/mm³.
❌ [E]: Infecções polimicrobianas geralmente sugerem perfuração visceral ou contaminação, mas não são comuns em peritonite associada à diálise peritoneal.
⏳RESUMO:
A peritonite em pacientes em diálise peritoneal é frequentemente causada por Staphylococcus epidermidis. O diagnóstico é baseado em sinais clínicos e análise do líquido peritoneal, e o tratamento inicial inclui antibióticos empíricos intraperitoneais.
‼️PONTOS CHAVE
◊ O Staphylococcus epidermidis é o agente mais comum em peritonite associada à diálise peritoneal.
◊ O diagnóstico inclui análise do líquido peritoneal com leucócitos >100 células/mm³ e sinais clínicos.
◊ O tratamento inicial é empírico, com antibióticos intraperitoneais.
◊ Infecções polimicrobianas sugerem perfuração visceral ou contaminação.
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