“O problemático na disciplinaridade é que ela se exerce
desde um espaço-tempo privilegiado – a modernidade
europeia – que, assim, se institui como norma, como
referência e fonte de esclarecimento destinada a ordenar
tanto o mundo natural como o social. Tudo o mais que possa
existir entre o céu e a Terra são “outros”, em geral, tidos com
exóticos, incompletos, anormais, deficitários e necessitando
de coordenação, controle, correção e suprimento. A
contribuição desse tipo de análise para a escolarização, o
currículo e a pedagogia é inestimável, uma vez que nos alerta
para a necessidade de conceber os campos como territórios
de disputa, como arenas sociais em que estão em jogo as
próprias identidades. É nesse espaço que se afirmam e se
fortalecem as diferenças utilizadas como argumentos lógicos,
naturais, que têm funcionado como justificativa para a
desigualdade e a exclusão.”
COSTA, Marisa Vorraber. Poder, discurso e política cultural: contribuições
dos Estudos Culturais ao campo do currículo. In: LOPES, A. C.; MACEDO, E.
(org.). Currículo: debates contemporâneos. São Paulo: Cortez, 2002, p. 142-
143
A autora afirma que os campos dos saberes são concebidos
como territórios de disputa, como arenas sociais em que estão
em jogo as próprias identidades. Qual das correntes de
pensamento expressa mais adequadamente essa concepção
de conhecimento e sua influência nas disputas pelo currículo?
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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