Da frase de Victor Hugo: "Quando não somos inteligíveis é p...

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Q2962306 Português

Da frase de Victor Hugo: "Quando não somos inteligíveis é porque não somos inteligentes", NÃO se pode deduzir da frase que:

Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: O enunciado "Quando não somos inteligíveis é porque não somos inteligentes" autoriza a relação entre falta de inteligibilidade e falta de inteligência e permite inferências compatíveis com esse vínculo, mas não autoriza a inversão lógica nem a ideia de suficiência; por isso, não se pode concluir que ser inteligível baste para ser inteligente.

Tema central: dedução semântica
Análise das alternativas
A
Errada
Essa alternativa é compatível com o trecho "Quando não somos inteligíveis". O conectivo "quando" indica uma situação específica, e a formulação "nem sempre" preserva esse alcance, sem contrariar o enunciado.
B
Errada
A base não autoriza concluir que a frase trate especificamente da expressão escrita. O que se pode extrair com segurança é apenas a relação entre inteligibilidade e inteligência, sem ampliar o sentido para um recorte não presente no enunciado.
C
Errada
A alternativa vai além do que a base sustenta ao transformar a relação negativa do enunciado em uma causalidade afirmativa geral. A frase permite vincular falta de inteligibilidade à falta de inteligência, mas não formula, de modo controlado, que a clareza de expressão seja fruto da inteligência.
D
Errada
A alternativa exige mais do que a base assegura: ela não é mera repetição literal do enunciado, mas uma formulação que deve ser avaliada pelo alcance semântico autorizado pela frase. O que o texto garante com segurança é a relação entre inteligibilidade e inteligência, sem necessidade de tomar o item como simples paráfrase direta.
E
Certa
A alternativa E é a única que ultrapassa o que a frase permite concluir. Do enunciado, deduz-se uma relação entre inteligibilidade e inteligência, mas não uma equivalência total entre ambas. A formulação "para ser inteligente basta ser inteligível" cria uma condição suficiente que não foi afirmada. A frase apenas vincula a ausência de clareza expressiva à ausência de inteligência; não autoriza dizer que a simples inteligibilidade, isoladamente, prove inteligência.
Pegadinha da questão
A banca explora a conversão indevida da relação enunciada: transformar "Quando não somos inteligíveis é porque não somos inteligentes" em equivalência total e concluir, sem apoio no texto, que ser inteligível basta para ser inteligente.
Dica para questões semelhantes
  • Separe o que o enunciado realmente afirma daquilo que seria apenas a inversão dessa afirmação.
  • Se a frase estabelece relação entre dois elementos, verifique se ela autoriza só vínculo semântico ou também equivalência total; não suponha bicondicional sem base textual.
  • Em questões de dedução, elimine a alternativa que acrescenta suficiência, exclusividade ou reciprocidade não expressas no texto.

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Comentários

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A alternativa "E" circunscreve a uma proposição aquilo que, se bem observado, é uma questão mais abrangente.

Pela frase de Victor Hugo, percebe-se que a inteligibilidade (capacidade de se fazer compreensível) está incluída dentro da inteligência.

Mas não se pode concluir daí que a inteligência se resuma a isso.

Por analogia, pode-se falar em um estádio de futebol, cujo um dos componentes é o gramado.

Mas, apesar de ser um de seus componentes, o gramado não é todo o estádio — apenas uma parte dele.

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