Durante a anamnese de um paciente com Síndrome do Corriment...

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Q3792056 Medicina
Durante a anamnese de um paciente com Síndrome do Corrimento Uretral Masculino, é fundamental investigar práticas sexuais de risco. A investigação específica recomendada é: 
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), atualizado pela Portaria SCTIE/MS nº 12, de 19 de abril de 2021, com anexo alterado em 04/07/2024: “Os agentes microbianos das uretrites podem ser transmitidos por relação sexual vaginal, anal e oral.” E, no manejo do corrimento uretral, o protocolo determina: “História clínica: Avaliar práticas sexuais e os fatores de risco para IST, uso de produtos e/ou objetos na prática sexual.” Assim, a investigação anamnéstica deve abranger práticas sexuais por vias vaginal, anal e oral sem preservativo, correspondendo à alternativa D.

Tema central: Anamnese sexual nas IST
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque desloca a investigação para prática de higiene da parceira, quando o PCDT exige avaliar práticas sexuais e fatores de risco para IST do paciente com corrimento uretral. Ducha vaginal da parceira não é a investigação específica recomendada para esse quadro segundo a base.
B
Errada
Está errada porque restringe indevidamente a anamnese a recortes parciais de exposição e não acompanha a abrangência reconhecida no PCDT, que considera transmissão por relação sexual vaginal, anal e oral. A base também alerta que o trecho decisivo não individualiza expressamente as posições “insertiva” e “receptiva” como critério textual de solução; o que decide a questão é a investigação ampla das práticas sexuais relevantes e do uso de preservativo.
C
Errada
Está errada porque reduz a investigação apenas ao número de parceiros nos últimos 30 dias. Pela base, isso não satisfaz a exigência do protocolo, que manda avaliar práticas sexuais e fatores de risco para IST. Número de parceiros pode ser elemento acessório, mas não substitui a anamnese sexual específica exigida.
D
Certa
A alternativa D é a única que se ajusta ao critério normativo decisivo: o protocolo oficial exige, na história clínica do corrimento uretral, avaliação das práticas sexuais e dos fatores de risco para IST, e reconhece como vias de transmissão das uretrites a relação sexual vaginal, anal e oral. Além disso, a ausência de preservativo é apontada no protocolo como fator de risco central. Por isso, a investigação indicada deve abranger essas práticas sexuais concretas, e não apenas dados acessórios ou fatores sem pertinência específica para o manejo sindrômico.
E
Errada
Está errada porque histórico de viagens para áreas endêmicas de doenças tropicais não constitui a investigação específica recomendada no manejo sindrômico do corrimento uretral masculino segundo o protocolo de IST indicado na base.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre fator de risco genérico ou dado acessório, como número de parceiros, e a investigação específica exigida pelo protocolo: práticas sexuais concretas relacionadas à transmissão por via vaginal, anal e oral, com atenção ao uso de preservativo.
Dica para questões semelhantes
  • Em corrimento uretral masculino, procure a alternativa que investigue práticas sexuais concretas, não apenas fatores gerais isolados.
  • Se o protocolo reconhece transmissão por sexo vaginal, anal e oral, elimine opções que cubram só parte dessas vias sem justificativa.
  • Quando a questão mencionar risco para IST, verifique se a alternativa conecta a prática sexual à ausência de preservativo.
  • Desconfie de alternativas que desviem o foco para viagem, higiene do parceiro ou outro dado sem pertinência específica no manejo sindrômico.

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