Na abordagem da Síndrome do Corrimento Uretral Masculino, a...

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Q3792054 Medicina
Na abordagem da Síndrome do Corrimento Uretral Masculino, a definição de caso suspeito é: 
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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Ministério da Saúde. Guia de Vigilância em Saúde, 6ª ed., vol. 2, capítulo "Síndrome do corrimento uretral masculino", definição de caso: "Indivíduo com presença de corrimento uretral (mucoide, mucopurulento ou purulento), verificado com o prepúcio retraído e/ou pela compressão da base do pênis em direção à glande, após contato sexual." Como a definição oficial exige a presença de corrimento uretral, a alternativa A é a única compatível com esse núcleo ao descrever corrimento uretral purulento ou mucopurulento, com ou sem disúria.

Tema central: Corrimento uretral masculino
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque reproduz o elemento definidor da síndrome segundo o protocolo oficial: presença de corrimento uretral. A fonte admite corrimento mucoide, mucopurulento ou purulento; portanto, a menção a corrimento purulento ou mucopurulento permanece dentro da definição oficial. Além disso, a disúria é apenas sintoma associado, podendo estar presente ou ausente, sem alterar o enquadramento do caso.
B
Errada
Está errada porque dor testicular ou epididimite associada a disúria não corresponde à definição de caso da síndrome do corrimento uretral masculino. Falta o requisito central exigido pela definição oficial: presença de corrimento uretral.
C
Errada
Está errada porque polaciúria, disúria ou prurido uretral, independentemente da presença de corrimento, ampliam indevidamente a definição oficial. A norma técnica não admite sintomas isolados sem corrimento uretral como suficientes para definir o caso.
D
Errada
Está errada porque, embora mencione secreção uretral, a formulação não coincide com o critério definidor oficial: ela restringe o quadro a secreção hialina e acrescenta requisito negativo não previsto, "sem queixas de prurido". A definição oficial contempla corrimento mucoide, mucopurulento ou purulento e não exige ausência de prurido.
E
Errada
Está errada porque contato sexual com parceira diagnosticada com vaginose bacteriana é apenas situação de exposição e não definição clínica de caso. A identificação do caso, segundo a fonte oficial, depende de evidência clínica de corrimento uretral.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre o elemento definidor do caso e manifestações apenas associadas ou antecedentes de exposição. Na definição oficial, o dado que decide é a presença de corrimento uretral; disúria, prurido, epididimite ou contato sexual não substituem esse requisito.
Dica para questões semelhantes
  • Em definição sindrômica de corrimento uretral masculino, procure primeiro se a alternativa exige presença de corrimento uretral; sem isso, a tendência é estar errada.
  • Não trate disúria, prurido ou polaciúria como critérios suficientes quando a fonte oficial exige sinal clínico específico.
  • Diferencie definição de caso de complicações ou quadros correlatos: epididimite e dor testicular não substituem o corrimento uretral.
  • Exposição sexual ou diagnóstico da parceria não basta, por si só, para preencher a definição clínica do caso.

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