Leia as afirmativas a seguir: I. Um medicamento terá final...
Gabarito comentado
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Tema central: Classificação de medicamentos quanto à finalidade (diagnóstica x terapêutica) e quanto ao uso (interno x externo) e suas vias de administração.
Alternativa correta: A — As duas afirmativas são verdadeiras.
I. Finalidade diagnóstica: Um medicamento é considerado de uso diagnóstico quando é administrado para identificar, evidenciar ou localizar estruturas/patologias. Exemplos: meios de contraste iodados na TC e gadolínio na RM que realçam áreas lesadas; fluoresceína na oftalmologia para detectar lesões corneanas; radiofármacos (ex.: 99mTc-sestamibi) que localizam áreas de isquemia/infarto. Isso está alinhado a textos como Goodman & Gilman e documentos da OMS sobre radiofármacos.
II. Medicamento de uso interno: Em farmacotécnica e rotulagem no Brasil, considera-se uso interno o que é administrado no interior do organismo por via bucal (oral/sublingual) ou por cavidades naturais (vaginal, nasal, retal, otológica e oftálmica). Em contraste, uso externo é o tópico cutâneo. Essa distinção é a empregada em manuais técnicos e na prática regulatória (p. ex., Farmacopeia Brasileira e rotulagem orientada pela ANVISA). Observação útil: alguns textos incluem também formas parenterais como “internas”; na prova, a palavra-chave é “cavidades naturais”, que confirma a assertiva.
Por que as demais alternativas estão incorretas?
B) Diz que I é verdadeira e II é falsa. Incorreto porque “uso interno” engloba, sim, administração por cavidades naturais (olhos e ouvidos incluídos), não apenas ingestão.
C) Diz que II é verdadeira e I é falsa. Incorreto porque existem diversos fármacos/insumos com finalidade diagnóstica que localizam áreas afetadas (contrastes, corantes, radiofármacos); portanto, I é verdadeira.
D) Afirma que ambas são falsas. Incorreto pelos motivos acima: as duas definições são aceitas na literatura e na prática regulatória.
Estratégia para a prova: destaque as expressões “finalidade diagnóstica” (pense em contraste/corantes/radiofármacos) e “cavidades naturais” (diferencia de uso exclusivamente cutâneo). Se o item citar olhos/orelhas como “interno”, é um clássico para confundir; lembre-se de que não é pele, logo não é “uso externo”.
Referências rápidas: Goodman & Gilman’s The Pharmacological Basis of Therapeutics (meios de contraste e diagnósticos); OMS/IAEA – documentos sobre radiofármacos; Farmacopeia Brasileira e normas de rotulagem da ANVISA para distinção entre uso interno e externo.
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