Com relação aos distúrbios motores do esôfago, assinale a al...
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Tema central: Os distúrbios motores do esôfago são alterações que comprometem a motilidade do órgão, podendo provocar sintomas como disfagia, dor torácica e pirose. Entre eles, destacam-se a acalasia, esôfago em quebra-nozes, espasmo esofagiano difuso e motilidade esofágica ineficaz.
Justificativa da alternativa correta (D):
O esôfago quebra-nozes é caracterizado por peristaltismo hipertenso, ou seja, por contrações peristálticas de alta amplitude, normalmente acima de 180 mmHg, detectadas pela manometria esofágica. Esses pacientes costumam apresentar dor torácica não cardíaca e disfagia. Essa é exatamente a descrição apresentada na alternativa D, validando sua correção.
Análise crítica das alternativas incorretas:
A) Incorreta. Embora a acalasia possa ocorrer em qualquer faixa etária, não apresenta predomínio claro em mulheres acima de 60 anos. Estudos mostram distribuição semelhante entre gêneros e geralmente inicia-se em adultos jovens a meia-idade (Harrison, 21ª ed., p. 2512).
B) Incorreta. O espasmo esofagiano difuso acomete mais o terço médio e distal, não o superior. Além disso, sua fisiopatologia está mais relacionada a distúrbios da inibição neural do que à degeneração do nervo vago.
C) Incorreta. Motilidade ineficaz do esôfago frequentemente está associada ao refluxo gastroesofágico e disfagia, especialmente em doenças do colágeno.
E) Incorreta. A esofagomiotomia cirúrgica (de Heller) oferece resultados superiores à dilatação pneumática para acalasia, sobretudo em jovens e casos complexos. A dilatação é alternativa em casos selecionados, mas não superior.
Pontos-chave e pegadinhas:
Questões sobre distúrbios motores podem confundir ao citar alvos anatômicos incorretos (terço do esôfago), epidemiologia, ou sugerir vantagens de tratamentos sem respaldo em guidelines. A descrição detalhada das características manométricas ajuda a diferenciar os diagnósticos.
Referências:
- Harrison’s Principles of Internal Medicine, 21ª ed., capítulo 319.
- Arquivos de Gastroenterologia: “Esôfago em quebra-nozes – experiência brasileira”
Dica para provas: Priorize as informações manométricas (alta amplitude, hipercontratilidade) ao associar quadros motores do esôfago. Cuidado com generalizações epidemiológicas e com “superioridade” terapêutica não sustentada.
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