O estado de magreza da primeira carcaça é indicativo para t...

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Q2888065 Veterinária

Em um abatedouro frigorífico de bovinos, foram encontradas, em duas carcaças distintas do mesmo lote, as seguintes lesões: em uma, lesões caseosas e calcificadas nos linfonodos traqueobrônquicos, o que aparentemente se refletia no estado de intensa magreza dessa carcaça; na outra, anasarca e caquexia. O médico veterinário responsável pela inspeção determinou, para ambas as cacaças, tratamento a frio (-15 ºC por 10 dias).

A respeito dessa situação hipotética, julgue os itens subseqüentes.

O estado de magreza da primeira carcaça é indicativo para tratamento pelo frio, pois esse procedimento garante a inocuidade desse alimento.

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Alternativa correta: E - errado

Na questão apresentada, estamos lidando com lesões observadas em carcaças de bovinos em um abatedouro frigorífico. As lesões observadas foram: lesões caseosas e calcificadas nos linfonodos traqueobrônquicos em uma carcaça, acompanhadas de intensa magreza, e anasarca e caquexia em outra carcaça. O médico veterinário optou por um tratamento a frio (-15 ºC por 10 dias) para ambas as carcaças.

Para entender a justificativa da resposta, precisamos considerar os seguintes pontos:

1. Lesões Caseosas e Calcificadas: Estas condições nos linfonodos traqueobrônquicos são frequentemente associadas a doenças infecciosas crônicas, como a tuberculose bovina. Esta doença é uma zoonose e representa um risco significativo à saúde pública. A presença de intensa magreza pode sugerir um quadro patológico significativo, possivelmente debilitante. Nesses casos, o tratamento a frio não é suficiente para garantir a inocuidade do alimento, pois não elimina os agentes patogênicos responsáveis por doenças como a tuberculose.

2. Anasarca e Caquexia: Anasarca refere-se a um inchaço generalizado, e caquexia a uma síndrome de perda extrema de peso e massa muscular. Ambas indicam um estado de saúde debilitado, possivelmente devido a doenças sistêmicas graves. Novamente, o tratamento a frio não resolve as preocupações com a inocuidade, pois o problema pode ter origem em infecções generalizadas ou outras condições que não são mitigadas pela redução de temperatura.

Conclusão: O estado de magreza da carcaça, combinado com as lesões observadas, sugere a presença de uma doença infecciosa que não pode ser neutralizada apenas pelo tratamento a frio. Portanto, a decisão correta em termos de inspeção e higiene seria reprovar a carcaça, evitando seu consumo humano, a fim de garantir a segurança alimentar.

Por estas razões, a afirmativa de que o estado de magreza indicaria que o tratamento a frio garante a inocuidade do alimento está errada. É essencial que o tratamento adequado para questões de potencial zoonótico e higienização de carcaças siga as diretrizes recomendadas para garantir a segurança dos consumidores.

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