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Q1969571 Medicina
Paciente com doença renal crônica, em diálise, apresenta sangramento pelo óstio do cateter de hemodiálise, hematúria e epistaxe. Exames laboratoriais mostram hemoglobina = 12 g/dl, plaquetas = 120 mil/mm³, INR = 1,2 e PTT = 30 segundos. Nesse caso, a melhor abordagem para o sangramento é:
Alternativas

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Tema central: O caso trata do manejo do sangramento em pacientes com doença renal crônica (DRC) em diálise, quadro em que a uremia acarreta disfunção plaquetária com propensão a sangramentos, mesmo com exames quase normais.

Explicação da alternativa correta (A):
A desmopressina (DDAVP) é um análogo sintético da vasopressina que promove a liberação do fator de von Willebrand e do fator VIII. Estes fatores são cruciais para a hemostasia primária e seu aumento temporário melhora a função plaquetária. Em pacientes urêmicos, a deficiência funcional de plaquetas (e não quantitativa) é revertida parcialmente pelo DDAVP, tornando-o a opção de escolha em eventos de sangramento agudo segundo consenso dos principais manuais médicos (Harrison’s, UpToDate). A bula do DDAVP® recomenda seu uso com monitorização em situações de sangramento.

Fundamentação: Os exames laboratoriais (hemoglobina, plaquetas, INR, PTT) não justificam coagulopatia clássica nem necessidade transfusional. O quadro clínico é típico para sangramento urêmico/disfunção plaquetária secundária à DRC, não resolvível com ajuste de hemodiálise no momento agudo.

Análise das alternativas incorretas:

  • B) Transfusão de plaquetas: As plaquetas não estão criticamente baixas (>100mil), e o problema é qualitativo, não quantitativo. Diretrizes como o PCDT-MS só indicam transfusão com contagem <50mil ou sangramento ativo grave que não responde ao tratamento convencional.
  • C) Transfusão de hemácias: Hemoglobina 12 g/dl é normal no contexto; não há justificativa clínica nem laboratorial.
  • D) Administração de corticoide: Corticoides não têm papel no manejo de sangramento por disfunção plaquetária urêmica, sendo reservados para causas imunológicas específicas (ex. púrpura trombocitopênica).
  • E) Intensificação das sessões de diálise: Pode ajudar a longo prazo baixando ureia, mas não resolve sangramento agudo. Não é conduta de emergência segundo protocolos.

Dica de prova: Em questões de sangramento em DRC com exames pouco alterados, fique atento à disfunção plaquetária urêmica e à indicação de desmopressina como medida de escolha!

Referências:
Manual Harrison’s de Medicina Interna, 21ª Ed; PCDT Doença Renal Crônica – MS; UpToDate, tópico "Bleeding in patients with uremia".

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No caso apresentado, a melhor abordagem para o sangramento é a aplicação de desmopressina (DDAVP) venosa, como indicado na alternativa A. A desmopressina é um análogo sintético do hormônio antidiurético (ADH) que tem a capacidade de estimular a liberação de fator de von Willebrand e, consequentemente, aumentar a aderência das plaquetas no local do sangramento. Com isso, a desmopressina é uma opção segura e efetiva para tratar sangramentos em pacientes com doença renal crônica, em diálise, que apresentam plaquetopenia e disfunção plaquetária, como é o caso descrito. As outras alternativas não são apropriadas para o tratamento do sangramento apresentado, já que não abordam as deficiências específicas do paciente.

alternativa correta: A: aplicação de desmopressina (DDAVP) venosa.

justificativa

A desmopressina (DDAVP) é frequentemente utilizada para tratar sangramentos em pacientes com doença renal crônica, pois ela aumenta a liberação do fator de von Willebrand e do fator VIII, melhorando a função plaquetária. Este tratamento é eficaz para controlar sangramentos em pacientes com insuficiência renal, que frequentemente apresentam disfunção plaquetária, mesmo com níveis normais de plaquetas.

análise das demais alternativas

[B]: [Transfusão de plaquetas] - Incorreta, pois os níveis de plaquetas do paciente estão dentro do limite inferior da normalidade e não há evidência de trombocitopenia grave que justificasse a transfusão.

[C]: [Transfusão de hemácias] - Incorreta, pois a hemoglobina do paciente está em 12 g/dl, o que não indica anemia grave ou necessidade imediata de transfusão de hemácias.

[D]: [Administração de corticoide] - Incorreta, pois corticoides não são a primeira linha de tratamento para sangramento em pacientes com doença renal crônica. Eles podem ser utilizados em casos específicos, mas não são o tratamento de escolha.

[E]: [Intensificação das sessões de diálise] - Incorreta, pois a intensificação da diálise não aborda diretamente o problema de sangramento. Pode ser necessária em outras circunstâncias, mas não é a melhor abordagem inicial para o sangramento descrito.

resumo

A desmopressina (DDAVP) venosa é a melhor abordagem para tratar sangramentos em pacientes com doença renal crônica, pois melhora a função plaquetária ao aumentar os níveis do fator de von Willebrand e fator VIII.

pontos chave

  • Desmopressina (DDAVP): Aumenta os níveis do fator de von Willebrand e fator VIII.
  • Função plaquetária: Melhorada pela DDAVP, eficaz em controlar sangramentos.
  • Alternativas inadequadas: Transfusões e corticoides não são o tratamento de escolha neste caso específico.

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