No que se refere à doença renal e o metabolismo ósseo, assin...
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Tema central: A questão aborda distúrbios do metabolismo ósseo-mineral associados à insuficiência renal, diferença entre doença renal aguda (IRA) e doença renal crônica (DRC), e indicações terapêuticas para cada situação. Este é um dos temas mais frequentes em provas de Residência Médica de Nefrologia!
Ao analisar o caso clínico, observamos anemia microcítica (Hb 8,0 g/dl, VCM 78 fl), deficiência de ferro e importantes alterações renais: ureia 100 mg/dl, creatinina 5,5 mg/dl. O distúrbio do metabolismo mineral também se faz presente (fósforo elevado, cálcio baixo, PTH aumentado), típicos de comprometimento renal.
Justificativa para a alternativa correta (C):
Se os achados forem de insuficiência renal aguda (IRA), e não DRC, a normalização laboratorial e clínica é possível com o tratamento etiológico adequado. A reversibilidade é uma das maiores características da IRA, citada tanto no PCDT do Distúrbio Mineral Ósseo na DRC como nas Diretrizes da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN): “A IRA caracteriza-se por lesão renal abrupta, geralmente reversível ao interromper o fator causal” (Diretrizes SBN, Seção 2.1).
Estratégia de prova: Muitos exames laboratoriais e sintomas podem ser comuns à DRC e IRA. A chave é identificar que sem história clínica de cronicidade (ausência de sintomas arrastados, atrofia renal, distúrbios ósseos crônicos), a chance de ser IRA é significativa e o tratamento pode reverter o quadro!
Análise das alternativas incorretas:
A) Sevelamer e Calcitriol: São indicados para tratamento do DMO em DRC, principalmente quando o PTH está persistentemente elevado. NÃO são recomendados como terapia inicial ou prioritária se o distúrbio for agudo e reversível (PCDT/DRC, p.52).
B) Carbonato de cálcio: Também utilizado como quelante de fósforo na DRC. Em IRA, a prioridade é restaurar a função renal; o uso de quelantes só é considerado se o distúrbio mineral persistir após reversão da doença.
D) Ergocalciferol: É reservado para pacientes com deficiência comprovada de vitamina D em contexto crônico. Na IRA, a reposição não é prioritária (Diretrizes SBN, Seção 7).
E) Densitometria óssea: Não está indicada na avaliação inicial de distúrbios minerais agudos. O exame é voltado para diagnóstico e conduta na doença crônica, como mostra o PCDT/DRC (p. 41) – não para manejo imediato.
Resumo prático para provas: Diante de alterações eletrolíticas e laboratoriais, sempre busque diferenciar IRA de DRC! Na impossibilidade de caracterizar doença crônica, priorize a reversibilidade da IRA.
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