São consideradas defeitos congênitos todas as alterações do...
São consideradas defeitos congênitos todas as alterações dos padrões de normalidade que ocorram durante as fases de crescimento e desenvolvimento fetal, ou seja, durante a vida intrauterina.
Essas alterações podem ser ocasionadas por fatores
etiológicos diversos, tais como, EXCETO:
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Tema central: Esta questão aborda as principais causas dos defeitos congênitos, que são alterações anatômicas ou funcionais presentes ao nascimento, ocorridas durante o desenvolvimento embrionário e fetal. Compreender as etiologias é fundamental para prevenção, diagnóstico precoce e aconselhamento genético, especialmente em Odontologia, onde anomalias craniofaciais têm grande impacto na saúde bucal e sistêmica.
Justificativa da alternativa correta (C – Unifatoriais):
A alternativa "Unifatoriais" está INCORRETA por não corresponder ao conceito médico predominante para explicar a origem dos defeitos congênitos. No contexto científico e nas principais obras de Genética Médica (ex: Thompson & Thompson, cap. 7), a maioria dos defeitos congenitos tem origem multifatorial, ou seja, envolvem a combinação de fatores genéticos e ambientais.
Muito raramente, defeitos congênitos são totalmente "unifatoriais" (de um único fator). O termo não é reconhecido em protocolos ou diretrizes como fator etiológico típico dos defeitos congênitos.
Análise das alternativas incorretas:
A) Problemas genéticos: CORRETA como fator etiológico. Inclui mutações gênicas hereditárias ou de novo, exemplificadas por condições como amelogeneses imperfeitas (alteração no esmalte dentário).
B) Problemas ambientais: CORRETA como fator etiológico. Referem-se à exposição intrauterina à radiação, medicamentos, álcool (síndrome alcoólica fetal) e infecções (como rubéola con gênita). Segundo o CDC (Centers for Disease Control and Prevention), fatores ambientais compõem até 10% dos casos.
D) Anormalidades cromossômicas: CORRETA como fator etiológico. Incluem síndromes como Down (Trissomia 21), que resultam em diversas anomalias, inclusive bucomaxilofaciais.
Destaque para estratégias de prova: Fique atento a termos como "unifatorial" ou "exclusivamente um fator": eles raramente representam a realidade das doenças congênitas, pois estes costumam ser multifatoriais. Lembre-se da predominância da interação genética e ambiental, excluindo respostas que sugerem origem única.
Referências: Harrison's Principles of Internal Medicine (cap. 394), Thompson & Thompson Genética Médica. Diretrizes da OMS reforçam o caráter multifatorial dos defeitos congênitos.
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