O controle de infecção hospitalar, especialmente a pneumoni...

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Q3737285 Enfermagem
O controle de infecção hospitalar, especialmente a pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV), é uma área crítica na gestão de cuidados em saúde. Considerando as estratégias de prevenção e controle da PAV e as práticas baseadas em evidências atuais, é correto afirmar que o(a
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O elemento decisivo é que a questão cobra uma medida de prevenção de PAV respaldada por diretriz atual da ANVISA, e a única alternativa compatível é a elevação da cabeceira entre 30 e 45°, salvo contraindicação, como medida específica de bundle; as demais opções propõem rotinas temporais fixas, antibiótico profilático universal ou antisséptico oral em todos os casos, o que não é sustentado pela base.

Tema central: Prevenção da PAV
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque expressa uma medida específica de bundle reconhecida no protocolo da ANVISA para prevenção de pneumonia associada à ventilação mecânica: manter o decúbito elevado entre 30 e 45°, salvo contraindicação clínica. O fundamento médico é fisiopatológico e direto: a PAV ocorre principalmente por microaspiração de secreções colonizadas da orofaringe e/ou conteúdo gástrico, e a posição supina aumenta esse risco. Ao elevar a cabeceira, reduz-se refluxo e aspiração, o que justifica a medida como padrão de prevenção.
B
Errada
Está errada porque atribui à ANVISA uma recomendação que a base nega: troca programada do circuito do ventilador a cada 48 horas. O protocolo atual não sustenta troca rotineira por tempo de uso; a orientação é manter o circuito e trocá-lo apenas quando necessário, como em sujidade, dano, contaminação ou falha. O erro é transformar manejo por necessidade em intervalo fixo.
C
Errada
Está errada porque antibiótico profilático universal não é estratégia preventiva primária recomendada para PAV. A base afirma que essa prática não tem benefício rotineiro estabelecido e ainda aumenta pressão seletiva e resistência bacteriana. Portanto, ventilação mecânica, por si só, não indica profilaxia antibiótica para todos.
D
Errada
Está errada porque não existe recomendação universal de trocar filtros bacterianos/virais de alta eficiência a cada 24 horas para prevenir PAV. A base informa que a troca deve seguir fabricante, condição do dispositivo e sinais de obstrução, sujidade, condensado ou falha técnica. Além disso, a própria base destaca que HME não deve ser trocado em intervalo menor que 48 horas por rotina. O erro é impor periodicidade fixa sem respaldo geral.
E
Errada
Está errada porque absolutiza o uso de antisséptico oral em todos os pacientes e em todas as condições clínicas. A base diferencia higiene oral, que integra a prevenção, do uso rotineiro universal de solução antisséptica, que deve seguir POP institucional e avaliação da necessidade conforme o contexto clínico. O termo absoluto da alternativa contraria a recomendação atual contextualizada.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre medida clássica validada do bundle de PAV, que é a cabeceira elevada, e práticas antigas ou excessivamente absolutas, como troca programada de circuito/filtro e uso universal de antibiótico ou antisséptico oral.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão falar em prevenção de PAV baseada em evidências atuais, procure primeiro medidas do bundle com mecanismo fisiopatológico claro, como cabeceira elevada para reduzir microaspiração.
  • Desconfie de alternativas com intervalos fixos de troca de circuito ou filtro; na base atual, a lógica é troca por necessidade técnica, não por rotina temporal universal.
  • Em prevenção de infecção, antibiótico profilático para todos costuma estar errado quando a base não descreve indicação específica.
  • Termos absolutos como "todos os pacientes" e "em todas as condições clínicas" exigem confronto com protocolo; na higiene oral, a necessidade de antisséptico depende do contexto e do POP institucional.

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Comentários

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A — Correta.

A cabeceira elevada é uma medida padrão para paciente em ventilação mecânica, principalmente para prevenir aspiração de secreções. Só cuidado com a pegadinha: não deve ser feita se houver contraindicação clínica, por exemplo instabilidade hemodinâmica grave, restrição cirúrgica ou trauma específico.

B — Errada.

A troca programada do circuito do ventilador não deve ser feita a cada 48 horas. A recomendação atual é trocar o circuito apenas quando houver sujidade visível, mau funcionamento técnico ou contaminação documentada. A própria ANVISA considera adequado quando a troca ocorre “apenas quando necessário e não programada”.

C — Errada.

Antibiótico profilático para todos os pacientes em ventilação mecânica não é medida preventiva primária da PAV. Isso favorece seleção de microrganismos resistentes. Inclusive, a ANVISA cita antibioticoterapia nos últimos 90 dias como fator de risco associado ao desenvolvimento de PAV, não como prevenção universal.

D — Errada.

Filtros bacterianos/virais não são trocados obrigatoriamente a cada 24 horas. A ANVISA orienta verificar integridade e validade dos filtros e realizar troca conforme recomendação do fabricante ou antes se houver obstrução, sujidade, condensado ou falha técnica.

E — Errada.

Higiene oral é medida importante, mas a alternativa exagera ao dizer uso rotineiro de soluções antissépticas em todos os pacientes e em todas as condições clínicas. O protocolo atual orienta higiene oral pelo menos duas vezes ao dia e avaliação da necessidade de antisséptico conforme o quadro do paciente, especialmente se houver infecção bucal avaliada por cirurgião-dentista.

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