O controle de infecção hospitalar, especialmente a pneumoni...
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Gabarito comentado
Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores
Gabarito: A
Fundamento decisivo: O elemento decisivo é que a questão cobra uma medida de prevenção de PAV respaldada por diretriz atual da ANVISA, e a única alternativa compatível é a elevação da cabeceira entre 30 e 45°, salvo contraindicação, como medida específica de bundle; as demais opções propõem rotinas temporais fixas, antibiótico profilático universal ou antisséptico oral em todos os casos, o que não é sustentado pela base.
- Quando a questão falar em prevenção de PAV baseada em evidências atuais, procure primeiro medidas do bundle com mecanismo fisiopatológico claro, como cabeceira elevada para reduzir microaspiração.
- Desconfie de alternativas com intervalos fixos de troca de circuito ou filtro; na base atual, a lógica é troca por necessidade técnica, não por rotina temporal universal.
- Em prevenção de infecção, antibiótico profilático para todos costuma estar errado quando a base não descreve indicação específica.
- Termos absolutos como "todos os pacientes" e "em todas as condições clínicas" exigem confronto com protocolo; na higiene oral, a necessidade de antisséptico depende do contexto e do POP institucional.
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Comentários
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A — Correta.
A cabeceira elevada é uma medida padrão para paciente em ventilação mecânica, principalmente para prevenir aspiração de secreções. Só cuidado com a pegadinha: não deve ser feita se houver contraindicação clínica, por exemplo instabilidade hemodinâmica grave, restrição cirúrgica ou trauma específico.
B — Errada.
A troca programada do circuito do ventilador não deve ser feita a cada 48 horas. A recomendação atual é trocar o circuito apenas quando houver sujidade visível, mau funcionamento técnico ou contaminação documentada. A própria ANVISA considera adequado quando a troca ocorre “apenas quando necessário e não programada”.
C — Errada.
Antibiótico profilático para todos os pacientes em ventilação mecânica não é medida preventiva primária da PAV. Isso favorece seleção de microrganismos resistentes. Inclusive, a ANVISA cita antibioticoterapia nos últimos 90 dias como fator de risco associado ao desenvolvimento de PAV, não como prevenção universal.
D — Errada.
Filtros bacterianos/virais não são trocados obrigatoriamente a cada 24 horas. A ANVISA orienta verificar integridade e validade dos filtros e realizar troca conforme recomendação do fabricante ou antes se houver obstrução, sujidade, condensado ou falha técnica.
E — Errada.
Higiene oral é medida importante, mas a alternativa exagera ao dizer uso rotineiro de soluções antissépticas em todos os pacientes e em todas as condições clínicas. O protocolo atual orienta higiene oral pelo menos duas vezes ao dia e avaliação da necessidade de antisséptico conforme o quadro do paciente, especialmente se houver infecção bucal avaliada por cirurgião-dentista.
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