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Q3915753 Enfermagem
Em uma unidade de internação clínica, o técnico de enfermagem acompanha um paciente idoso, internado há 12 dias, portador de comorbidades e em uso de cateter venoso periférico e sonda vesical de demora. O paciente apresenta, nas últimas 24 horas, febre (38,5 °C), aumento de leucócitos, urina turva e dor local próxima ao sítio de inserção do cateter venoso. Observa-se, ainda, histórico de múltiplas manipulações do acesso venoso e higiene das mãos realizada de forma irregular pela equipe.

Nessa conjuntura, assinale a alternativa correta.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: O ponto decisivo é reconhecer que, em paciente internado há 12 dias e exposto a cateter venoso periférico e sonda vesical de demora, sinais infecciosos associados a múltiplas manipulações e higiene das mãos irregular configuram cenário compatível com risco de IRAS, o que torna correta a alternativa E.

Tema central: Infecção relacionada à assistência à saúde
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque a temporalidade e o contexto assistencial apontam para suspeita de IRAS, não para infecção comunitária. Os sinais apareceram após 12 dias de internação, com exposição a cateter venoso, sonda vesical, múltiplas manipulações e falha de higiene das mãos. Idade avançada e comorbidades não explicam, por si, febre e leucocitose nesse cenário e não afastam origem relacionada à assistência.
B
Errada
Está errada porque febre e leucocitose são achados inespecíficos. Eles podem indicar processo infeccioso, mas não confirmam infecção hospitalar nem definem o foco. O caso exige correlação com os demais achados clínicos e com os dispositivos invasivos. A própria base afirma que não se pode dispensar investigação etiológica com base apenas nesses sinais sistêmicos.
C
Errada
Está errada porque a identificação de sinais suspeitos, a prevenção e a comunicação de possível IRAS envolvem a equipe assistencial. O Serviço de Controle de Infecção não concentra sozinho essa responsabilidade. No caso, o técnico de enfermagem participa pela observação clínica, adesão à higiene das mãos, cuidados com dispositivos e comunicação das alterações à equipe.
D
Errada
Está errada porque confunde limitação de autonomia para retirada de dispositivo com ausência de responsabilidade preventiva. Mesmo que a retirada não seja decisão autônoma do técnico em qualquer situação, isso não elimina seu papel em medidas preventivas: higiene das mãos, técnica asséptica, vigilância do sítio, manutenção adequada dos dispositivos e comunicação da necessidade de reavaliação pela equipe responsável. A afirmação de que não cabe qualquer intervenção preventiva é tecnicamente falsa.
E
Certa
A alternativa E está correta porque reúne os fatores de risco decisivos presentes no caso: dispositivos invasivos rompem barreiras naturais e favorecem colonização e biofilme; esse risco aumenta com o tempo de permanência e com manipulações repetidas. Além disso, a higiene das mãos é medida central de prevenção da transmissão cruzada, e sua realização irregular amplia a chance de IRAS. Também está correto atribuir ao técnico de enfermagem papel ativo na prevenção, na observação de sinais sugestivos e na comunicação à equipe assistencial, já que a vigilância e o controle de infecção não são exclusivos de um setor isolado.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre sinal inespecífico de infecção e diagnóstico fechado, além da falsa ideia de que controle de infecção é responsabilidade exclusiva do SCIH ou do médico. O caso foi construído para que o candidato reconheça fatores de risco de IRAS e o papel preventivo da equipe de enfermagem.
Dica para questões semelhantes
  • Valorize a combinação de internação prolongada, dispositivos invasivos, manipulação frequente e falha de higiene das mãos como cenário típico de IRAS.
  • Não aceite febre e leucocitose isoladas como confirmação diagnóstica; procure sempre o foco e o contexto clínico-assistencial.
  • Separe duas coisas: decisão formal sobre retirar dispositivo e responsabilidade da enfermagem na prevenção, vigilância e comunicação.
  • Quando a alternativa incluir reforço de medidas preventivas e comunicação da suspeita pela equipe assistencial, isso tende a estar alinhado ao controle de IRAS.

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