Assinale a alternativa que traz um provérbio popular cujo s...

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Q1748035 Português

TEXTO I

Isso é muita sabedoria



    Quando fazemos tudo para que nos amem e não conseguimos, resta-nos um último recurso: não fazer mais nada. Por isso, digo, quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram. Não fazer esforços inúteis, pois o amor nasce, ou não, espontaneamente, mas nunca por força de imposição. Às vezes, é inútil esforçar-se demais, nada se consegue; outras vezes, nada damos e o amor se rende aos nossos pés. Os sentimentos são sempre uma surpresa. Nunca foram uma caridade mendigada, uma compaixão ou um favor concedido. Quase sempre amamos a quem nos ama mal, e desprezamos quem melhor nos quer. Assim, repito, quando tivermos feito tudo para conseguir um amor, e falhado, resta-nos um só caminho... o de mais nada fazer.

Clarice Lispector

Assinale a alternativa que traz um provérbio popular cujo sentido é encontrado entre as ideias presentes no TEXTO I.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O critério decisivo é a equivalência semântica entre a ideia central do texto e o provérbio, a partir do trecho obrigatório “quando não obtivermos o amor, o afeto ou a ternura que havíamos solicitado, melhor será desistirmos e procurar mais adiante os sentimentos que nos negaram.”

Tema central: desistência após frustração
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque afirma a eficácia da insistência contínua: perseverar até obter resultado. O texto sustenta o contrário, ao defender a interrupção do esforço frustrado: “Não fazer esforços inúteis” e “resta-nos um só caminho... o de mais nada fazer”. O conflito é semântico: persistência recompensada no provérbio versus desistência diante do insucesso no texto.
B
Certa
A alternativa B está correta porque traduz, em forma proverbial, a aceitação do que não pode ser resolvido pela insistência. No texto, o eu enunciador sustenta que, depois de frustradas as tentativas de obter amor, afeto ou ternura, o adequado é parar de insistir: “Não fazer esforços inúteis” e “resta-nos um só caminho... o de mais nada fazer.” A equivalência não é literal, mas semântica: em ambos os casos, reconhece-se um limite da ação e a necessidade de aceitar a situação.
C
Errada
Está errada porque o provérbio trata de idealização da pessoa amada, isto é, de enxergar beleza por efeito do amor. O texto não desenvolve esse sentido em nenhum momento. Seu foco é a não reciprocidade afetiva e a conclusão de que não se deve insistir quando o sentimento não surge espontaneamente. Há proximidade temática pelo campo do amor, mas não há equivalência de sentido.
D
Errada
Está errada porque expressa retribuição punitiva: quem pratica o mal sofre consequência equivalente. O texto não trata de castigo, vingança, revide nem justiça retributiva. Mesmo quando menciona que “amamos a quem nos ama mal”, isso não constrói relação de punição moral. O sentido do provérbio é incompatível com a tese textual.
Pegadinha da questão
A confusão real está em associar o início do texto à ideia de persistência amorosa e marcar um provérbio sobre insistência, ignorando que a conclusão do texto é exatamente a desistência após o fracasso do esforço.
Dica para questões semelhantes
  • Localize a tese final do texto antes de comparar as alternativas; aqui, a conclusão repete a ideia de parar de insistir.
  • Em provérbios, decida pelo sentido global, não por palavras do mesmo campo temático, como “amor”.
  • Elimine alternativas que mudem o eixo lógico do texto, como trocar aceitação por persistência ou por punição.
  • Quando a equivalência não for literal, escolha a alternativa semanticamente mais próxima da ideia-matriz do texto.

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Comentários

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Gabarito Letra B: O que não tem remédio, remediado está.

IDIB tira uma onda, hein?

KKKKK

Que besterol é esse hem!?

Se cai uma questão dessa pra mim pra uma prova que eu tô me matando pra estudar, não sei não viu, eu choro.

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