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Gabarito comentado
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Tema central: Choque hemorrágico é uma forma de choque hipovolêmico causada por perda de sangue (externa ou interna), levando à redução do volume circulante, queda do retorno venoso (pré-carga), do volume sistólico e do débito cardíaco, com hipoperfusão tecidual e risco de falência orgânica.
Gabarito (correta): A — Relaciona-se diretamente à perda sanguínea. Em trauma, é o tipo de choque mais comum. O organismo tenta compensar com taquicardia e vasoconstrição; quando a perda é importante, surgem hipotensão, pele fria e pálida, sonolência e oligúria. Diretrizes do ATLS e do Ministério da Saúde definem o choque hemorrágico como hipoperfusão por hipovolemia de origem sanguínea.
Por que as demais estão incorretas?
B - “Funcionamento inadequado do coração”: descreve choque cardiogênico (ex.: IAM extenso, arritmias), em que o problema é a bomba cardíaca, não a perda de volume. No hemorrágico, o coração pode estar estruturalmente normal, mas falta sangue para bombear.
C - “Referente a reação alérgica”: isso é choque anafilático, mediado por IgE, com vasodilatação e aumento de permeabilidade; costuma cursar com urticária, sibilância e edema de glote. Não há necessariamente hemorragia.
D - “Relacionado ao sistema nervoso”: remete a choque neurogênico (lesão medular alta) com vasodilatação e bradicardia por perda do tônus simpático. No hemorrágico espera-se taquicardia e pele fria; são mecanismos distintos.
Diagnóstico na prática (provas e atendimento): observar sinais de hipoperfusão: taquicardia, hipotensão (tardia), pele fria/pegajosa, enchimento capilar lento, confusão, oligúria. Em trauma: pesquisar sangramento externo e possíveis sangramentos internos (tórax, abdome, pelve, fêmures). Exames úteis: FAST/USG para líquido livre, lactato e déficit de base como marcadores de choque; classificação hemorrágica I–IV do ATLS ajuda a graduar gravidade.
Conduta essencial (Primeiros Socorros): controle imediato da hemorragia (compressão direta; torniquete em sangramentos graves de membros), acionar SAMU, posicionar e manter aquecido, oxigênio se disponível. Em ambiente hospitalar: reposição com hemoderivados em proporção balanceada (1:1:1), ácido tranexâmico nas primeiras 3 horas, pressão permissiva até controle do sangramento (exceto TCE), evitar excesso de cristalóide e correção da tríade letal (hipotermia, acidose, coagulopatia). Baseado em ATLS 10ª ed., UpToDate, OMS e protocolos do Ministério da Saúde.
Dica de prova: em trauma, diante de choque, pense primeiro em hemorragia. Termos como “perda de sangue”, “hipovolemia” e “taquicardia com pele fria” apontam para a alternativa correta. Evite confundir com cardiogênico (bomba), anafilático (alergia) e neurogênico (lesão medular com bradicardia).
Alternativa correta: A
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