Segundo o Ministério da Saúde, 2005, a deficiência vitamínic...

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Q568357 Nutrição
Segundo o Ministério da Saúde, 2005, a deficiência vitamínica de maior risco à saúde é a hipovitaminose A na desnutrição infantil grave. É recomendada, no tratamento de crianças com manifestações oculares, a seguinte suplementação de vitamina A:
Alternativas

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Alternativa correta: C – 50.000 UI em crianças menores de 6 meses.

1. Tema central da questão

Esta questão aborda a suplementação de vitamina A em crianças desnutridas com manifestações oculares, especialmente em situações de risco para hipovitaminose A. O conhecimento sobre as doses recomendadas para diferentes faixas etárias é essencial para a atuação do nutricionista em saúde pública, ambulatórios e hospitais, além de ser um tema recorrente em concursos.

2. Resumo teórico

A vitamina A é um micronutriente fundamental para a saúde ocular, imunológica e para o crescimento. Sua deficiência pode causar cegueira noturna e lesões oculares graves, principalmente em crianças pequenas e desnutridas. Por isso, o Ministério da Saúde institui rotinas de suplementação em situações de risco.

De acordo com o Manual de Controle da Deficiência de Vitamina A (Ministério da Saúde, 2005), a suplementação terapêutica de vitamina A para crianças com manifestações oculares é:

  • Menores de 6 meses: 50.000 UI
  • 6 a 12 meses: 100.000 UI
  • Maiores de 12 meses: 200.000 UI

Essas doses são administradas via oral e fazem parte do protocolo para tratar e prevenir complicações decorrentes da deficiência.

3. Fonte relevante

Ministério da Saúde. Controle da Deficiência de Vitamina A: Manual de Procedimentos. Brasília: MS, 2005.

4. Justificativa da alternativa correta (C)

A alternativa C está correta porque corresponde exatamente ao protocolo recomendado para crianças menores de 6 meses com sinais de deficiência de vitamina A: 50.000 UI, conforme estabelecido pelo Ministério da Saúde.

5. Análise das alternativas incorretas

  • A – 200.000 UI em crianças menores de 6 meses: Dose excessiva para essa faixa etária, podendo ser tóxica.
  • B – 250.000 UI em crianças maiores de 12 meses: Dose acima do recomendado; o correto é 200.000 UI para maiores de 12 meses.
  • D – 100.000 UI em crianças menores de 6 meses: Novamente, dose incorreta para essa faixa etária; 100.000 UI é a dose para crianças entre 6 e 12 meses.
  • E – 200.000 UI em crianças entre 6 a 12 meses: Dose superior ao recomendado para essa faixa etária, que é de 100.000 UI.

6. Estratégias para interpretação e pegadinhas

É comum que as questões troquem as faixas etárias e as doses. Por isso, memorize as doses exatas para cada grupo e desconfi e de valores muito altos ou baixos. Atenção ao detalhamento do enunciado – “crianças menores de 6 meses” requer dose específica, diferente dos outros grupos.

Resumo: Em crianças menores de 6 meses com deficiência ocular de vitamina A, a dose correta é 50.000 UI.

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Nas populações em que a deficiência de vitamina A é um problema de saúde pública a suplementação profilática nos grupos de risco - crianças de 0 a 59 meses, grávidas e nutrizes - é recomendada e tem demonstrado eficácia, com diminuição da taxa de mortalidade infantil em até 23%.

Deve ser feita a cada quatro ou seis meses na dose de 50.000 UI em crianças de 0 a 5 meses. Nessa faixa etária pode acompanhar as doses das vacinas DPT e pólio. Recomenda-se doses de 100.000 UI nas crianças de 6 a 11 meses e 200.000 UI em crianças de 12 a 59 meses e em mulheres em idade fértil (15 a 44 anos). Até seis semanas após o parto devem ser feitas duas doses de 200.000 UI, com intervalo de 24 horas.

Guia de atualização terapêutica Deficiências vitamínicas na infância Vitamin deficiency in infancy

http://www.moreirajr.com.br/revistas.asp?fase=r003&id_materia=3376

As evidências clínicas da deficiência de vitamina A devem ser tratadas como uma emergência médica, sobretudo aquelas que cursam com comprometimento corneal. No momento da suspeita diagnóstica, o esquema terapêutico padrão deve ser instituído de imediato. São recomendadas 200.000 UI de vitamina A (110 mg de palmitato de retinol ou 69 mg de acetato de retinol) no diagnóstico, repetindo-se a dose 24 horas após. Uma terceira dose, quando possível, deve ser administrada ao cabo de quatro semanas. Nas crianças menores de um ano ou com peso inferior a 8 kg, administra-se a metade desta dose. 

Fonte: http://www.jped.com.br/conteudo/00-76-S311/port.asp

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