Acerca da ventilação não invasiva, cânula nasal de alto flu...
Gabarito comentado
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Tema central: manejo ventilatório na crise asmática pediátrica. Em crianças, a intubação orotraqueal (IOT) deve ser evitada sempre que possível, pois aumenta o risco de hiperinsuflação dinâmica, barotrauma e instabilidade hemodinâmica. As indicações de IOT são fundamentalmente clínicas e absolutas quando há risco iminente de morte.
Alternativa incorreta (gabarito): A — “Níveis de acidemia (pH) e de pressão arterial de CO₂”.
Justificativa: alterações gasométricas isoladas (p.ex., PaCO₂ elevado e acidemia moderada) não constituem, por si, indicação absoluta de IOT em asma pediátrica. São marcadores de gravidade e fadiga, mas a decisão é guiada pela clínica (rebaixamento de consciência, exaustão, hipoxemia refratária, apneia). Inclusive, pode-se tolerar “hipercapnia permissiva” se o estado clínico estiver estável sob tratamento. Diretrizes (GINA 2024; UpToDate; SBP) orientam que a gasometria deve ser interpretada com o quadro global; apenas acidose grave progressiva com deterioração clínica sustenta IOT.
Por que as demais estão corretas como indicações absolutas:
- B) Hipóxia grave: hipoxemia refratária ao O₂ suplementar (saturação persistentemente baixa) exige via aérea definitiva para garantir oxigenação. Referências: GINA 2024; UpToDate.
- C) Diminuição do nível de consciência: sugere hipercapnia severa (“narcoses” por CO₂) e fadiga muscular com risco de parada respiratória; indica IOT imediata. Referências: SBP; PALS (AHA).
- D) Parada cardiorrespiratória: necessidade inequívoca de via aérea avançada e ventilação sob reanimação. Referência: PALS/AHA.
Estratégia de prova: destaque termos como “indicação absoluta” e desconfie de opções vagas sem pontos de corte (pegadinha da A). Em asma, a gasometria ajuda a estratificar gravidade, mas a IOT se baseia em sinais de falência ventilatória iminente.
Conduta prática resumida: otimizar broncodilatadores inalatórios, corticoide sistêmico precoce, oxigenoterapia, considerar VNI ou cânula nasal de alto fluxo em casos selecionados com monitorização estreita; IOT se houver hipoxemia refratária, rebaixamento de consciência, exaustão/apneia ou PCR. Evitar ventilação com volumes/minuto altos para reduzir hiperinsuflação (Harrison’s; UpToDate).
Referências essenciais: GINA 2024 (manejo de exacerbações), UpToDate – Acute exacerbations of asthma in children, Diretrizes SBP/Ministério da Saúde sobre asma, PALS/AHA sobre via aérea em emergências.
Conclusão: A é a incorreta porque gasometria isolada não define IOT; B, C e D representam situações de indicação absoluta, orientadas por deterioração clínica objetiva.
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