No contexto da Estratégia Saúde da Família (ESF), a assistên...

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Q4151647 Medicina
No contexto da Estratégia Saúde da Família (ESF), a assistência à saúde da criança (puericultura) deve ser integral, contínua e multiprofissional. Considerando as diretrizes do Ministério da Saúde para o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil na Atenção Primária, assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: A diretriz ministerial para a primeira semana de vida prevê visita domiciliar precoce, idealmente até o 5º dia, como ação estratégica da Primeira Semana de Saúde Integral para continuidade do cuidado do recém-nascido e da puérpera. Esse ponto, associado à avaliação do binômio mãe-bebê e ao seguimento da triagem neonatal, sustenta o gabarito E.

Tema central: Puericultura na APS
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada pelo caráter absoluto da afirmação. O perímetro cefálico é medida importante na vigilância do crescimento, sobretudo na infância precoce, mas a base não sustenta obrigatoriedade em todas as consultas de rotina até os 5 anos. O erro médico está em transformar uma medida relevante, especialmente nos primeiros anos, em exigência universal prolongada até 5 anos.
B
Errada
Contraria diretamente a orientação oficial de alimentação infantil. O Ministério da Saúde recomenda aleitamento materno exclusivo até 6 meses, sem sucos, chás, água ou papas. Portanto, propor exclusividade só até 4 meses e introdução alimentar precoce para evitar anemia entra em conflito com a diretriz ministerial.
C
Errada
Está errada porque reduz indevidamente a Caderneta da Criança a cartão vacinal. Segundo a base, ela é instrumento de acompanhamento integral da saúde, incluindo crescimento, desenvolvimento e outros cuidados, com participação da família e dos profissionais. Assim, excluir registros de marcos do desenvolvimento e negar uso pelos pais contraria sua função oficial.
D
Errada
Está incorreta porque ausência de marco esperado para a faixa etária não pode ser reclassificada como desenvolvimento normal apenas pela ausência de fatores de risco. A base afirma que, nesse cenário, não cabe alta do acompanhamento: a conduta correta é vigilância, reavaliação e, conforme os achados, investigação ou encaminhamento. O erro é ignorar o atraso de marco, que tem valor clínico próprio.
E
Certa
A alternativa E reproduz o eixo normativo da primeira semana de saúde integral na Atenção Primária. O Ministério da Saúde orienta acompanhamento precoce do recém-nascido e da puérpera após a alta, com visita domiciliar na primeira semana, preferencialmente em torno do 5º dia, para avaliação do binômio mãe-bebê, apoio à amamentação e verificação/encaminhamento das ações da triagem neonatal. Esse é exatamente o conteúdo decisivo da diretriz aplicada ao cenário da ESF.
Pegadinha da questão
A banca misturou uma recomendação claramente correta da primeira semana de vida com distratores baseados em erros clássicos: aleitamento exclusivo até 4 meses, Caderneta da Criança tratada como cartão de vacina, normalização de atraso de marco sem fatores de risco e formulação absoluta sobre perímetro cefálico.
Dica para questões semelhantes
  • Em puericultura na APS, priorize o que é normativo do Ministério da Saúde: primeira semana de vida, 5º dia e cuidado contínuo do binômio mãe-bebê.
  • Se a alternativa limitar a Caderneta da Criança à vacinação, está errada: ela também acompanha crescimento e desenvolvimento.
  • Atraso em marco do desenvolvimento não vira normalidade por ausência de fatores de risco; isso exige seguimento e reavaliação.
  • Desconfie de enunciados absolutos como 'obrigatório em todas as consultas até 5 anos' quando a diretriz não sustenta esse alcance.

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