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Q4151640 Medicina
O conhecimento de atendimento de urgência e emergência é fundamental a todo médico que atue em pronto atendimento ou serviço de urgência e emergência, por exemplo, SAMU e/ou SIATE. Sobre o tema de atendimento em urgência, analise as alternativas e assinale a INCORRETA:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: A alternativa E contraria a atualização da AHA 2020 sobre ventilação na PCR pediátrica: em lactentes e crianças com via aérea avançada, a recomendação é 1 ventilação a cada 2–3 segundos (20–30/min), e os dados observacionais citados pela diretriz associaram melhores desfechos a frequências mais altas dentro dessa faixa, não a limites máximos baixos.

Tema central: PCR pediátrica e AHA 2020
Análise das alternativas
A
Errada
Não é a incorreta porque coincide com a diretriz AHA 2020 para respiração de resgate em lactentes e crianças com pulso palpável de 60/min ou mais e ventilação ausente ou inadequada: 1 ventilação a cada 2–3 segundos, totalizando 20–30/min.
B
Errada
Não é a incorreta porque reproduz a recomendação da AHA 2020 para PCR pediátrica com via aérea avançada: ventilações assíncronas de 1 a cada 2–3 segundos, sem interromper compressões torácicas.
C
Errada
Não é a incorreta porque está alinhada à AHA 2020 ao afirmar que a dose inicial de epinefrina IV/IO deve ser administrada em até 5 minutos do início das compressões torácicas na PCR pediátrica.
D
Errada
Não é a incorreta porque está compatível com a orientação contemporânea para choque séptico pediátrico: reposição volêmica em alíquotas de 10 ou 20 mL/kg, com reavaliação frequente, cautela com sobrecarga hídrica e possibilidade de uso de cristaloides balanceados/tamponados.
E
Certa
A alternativa E é a incorreta porque inverte o sentido da evidência que embasou a diretriz da AHA 2020. Na PCR pediátrica intra-hospitalar com via aérea avançada, a atualização passou a admitir 20–30 ventilações por minuto, e o estudo observacional citado pela própria base associou melhores taxas de retorno da circulação espontânea e sobrevida a frequências pelo menos 30/min em lactentes e pelo menos 25/min em crianças maiores. Portanto, não houve demonstração de benefício com frequências mais baixas como “no máximo 25/min em bebês e 15/min em crianças”; isso contraria diretamente a base diretriz-evidência usada na questão.
Pegadinha da questão
A banca explorou a inversão do sentido da evidência sobre frequência ventilatória em PCR pediátrica: trocou limiares mínimos associados a melhores desfechos por supostos limites máximos baixos, além de induzir confusão com recomendações antigas de ventilação.
Dica para questões semelhantes
  • Em pediatria, diferencie duas situações que na AHA 2020 convergem para a mesma faixa: respiração de resgate com pulso presente e ventilação durante RCP com via aérea avançada, ambas em 20–30/min.
  • Quando a alternativa citar estudo que embasou diretriz, confira o sentido do achado: nesta questão, a evidência favoreceu frequências mais altas dentro da faixa recomendada, não mais baixas.
  • Na PCR pediátrica, memorize o marcador temporal da epinefrina inicial: até 5 minutos do início das compressões.
  • No choque séptico pediátrico, procure a lógica de bolus fracionados de 10–20 mL/kg com reavaliação frequente.

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