Paciente do sexo feminino, de 84 anos de idade, apresenta nó...
Nesse caso, indica(m)-se
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda tratamento adjuvante no câncer de mama em idosa fragilizada, com tumor luminal, baixo índice proliferativo e comorbidades relevantes. Esta situação exige individualização terapêutica, respeitando a efetividade e os riscos dos tratamentos.
Justificativa da alternativa correta (D):
O tratamento adjuvante com inibidor de aromatase por cinco anos é a conduta mais adequada. Segundo as diretrizes nacionais e internacionais, em pacientes idosas, pós-menopausadas, com tumores de mama receptores hormonais positivos (RE e RP fortemente positivos), HER2 negativo e baixo Ki67, a hormonioterapia é altamente efetiva, com baixo risco de efeitos adversos severos. Vale ressaltar:
- O INCA orienta que as características clínicas e funcionais da paciente, assim como comorbidades, limitam o uso seguro de quimioterapia.
- O Protocolo Brasileiro para idosas reforça: “Em mulheres com mais de 70 anos, inibidores de aromatase são preferíveis quando viáveis, principalmente em pacientes frágeis ou com doenças cognitivas avançadas”.
Por que as alternativas estão incorretas?
A) Inibidor de aromatase e abemaciclibe: O abemaciclibe (inibidor de CDK 4/6) é reservado a casos de risco altíssimo, geralmente com múltiplos linfonodos acometidos ou Ki-67 elevado (>20%). Não há indicação com apenas 1 mm de metástase e baixo Ki-67.
B) Esvaziamento axilar: Para micrometástase (≤2 mm) em 1 ou 2 linfonodos, não se indica esvaziamento segundo consensos internacionais (ex: ACOSOG Z0011, St. Gallen).
C) Tamoxifeno e abemaciclibe: O tamoxifeno é opção secundária em pós-menopausadas devido a maior risco de eventos trombóticos e menor eficácia comparado ao inibidor de aromatase. Abemaciclibe, como dito, está fora de indicação.
E) Radioterapia exclusiva: Radioterapia adjuvante reduz recidiva local, mas não substitui a hormonioterapia, principal responsável pelo controle sistêmico da doença.
Dicas de prova:
Atenção ao perfil da paciente (idade, comorbidades, cognição) e características do tumor (Ki67 baixo, RH positivo). Pegadinhas comuns incluem supertratar casos frágeis (ex: sugerir quimioterapia ou esvaziamento axilar).
Diretrizes/obras: UpToDate, INCA, PCDT/MS, St. Gallen Consensus.
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