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Q3367723 Medicina
Paciente com 37 anos de idade, do sexo masculino, tem o diagnóstico de carcinoma indiferenciado do tipo nasofaringe, com acometimento, pelos exames de imagem, de seios paranasais e linfonodos cervicais bilaterais, de até 4 cm no maior eixo, acima da cartilagem cricoide, altamente suspeitos para comprometimento neoplásico.
Nesse caso, a melhor conduta é:
Alternativas

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Tema central: O caso trata do carcinoma indiferenciado de nasofaringe localmente avançado, com invasão de seios paranasais e presença de linfonodos cervicais bilaterais, correspondendo a um estadiamento avançado (III/IV). Nesses casos, é fundamental adotar uma conduta baseada nas melhores evidências e recomendações atuais das diretrizes nacionais e internacionais.

Justificativa da alternativa correta (D): A alternativa D) quimioterapia de indução baseada em platina, seguida de quimiorradioterapia concomitante com cisplatina está correta. Segundo o Protocolo Unificado de Neoplasias Malignas Não Hematológicas do INCA (2022):
“Pacientes com carcinoma de nasofaringe têm indicação de quimioterapia de indução com gencitabina e cisplatina, seguida de quimiorradioterapia concomitante com cisplatina.” Essa abordagem tem maior eficácia para reduzir o volume tumoral, controlar possíveis micrometástases e melhorar a sobrevida global no cenário de doença avançada.

Estudos recentes, como o publicado no New England Journal of Medicine (2019), reforçam que a adição de quimioterapia de indução baseada em platina aumenta significativamente a sobrevida em comparação à quimiorradioterapia isolada nestes casos.

Análise das alternativas incorretas:

A) Apenas radioterapia com cisplatina não contempla a etapa de indução, deixando de otimizar o controle micrometastático e a redução tumoral inicial esperada em casos localmente avançados.

B) Descreve quimiorradioterapia seguida de quimioterapia sistêmica. O momento da quimioterapia está incorreto, pois o benefício comprovado ocorre com a quimioterapia de indução, antes da radioterapia.

C) Cirurgia não tem papel primário no tratamento do carcinoma de nasofaringe avançado, já que a doença é tipicamente sensível à radio e quimioterapia, sendo a cirurgia reservada apenas a situações específicas de resgate.

E) A menção ao HPV não se aplica ao carcinoma indiferenciado de nasofaringe, sendo mais relevante para tumores orofaríngeos. Além disso, repete a falha da alternativa A ao não incluir a quimioterapia de indução.

Estratégia para provas: Atenção à ordem dos tratamentos (indução antes da radioterapia), às indicações específicas de cirurgia e a detalhes sobre biomarcadores (HPV, EBV), pois costumam ser pegadinhas recorrentes.

Resumo: A conduta padrão para carcinoma indiferenciado de nasofaringe localmente avançado é quimioterapia de indução baseada em platina seguida de quimiorradioterapia concomitante com cisplatina, conforme diretrizes do INCA e evidências atuais.

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