Em pacientes com câncer de pulmão não pequenas células, de h...
Gabarito comentado
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Tema central: O foco da questão é a conduta atual frente à recidiva de câncer de pulmão não pequenas células (CPNPC) de histologia escamosa, com alta expressão de PD-L1 (>50%) após quimioterapia exclusiva.
Justificativa da alternativa correta (C): O manejo do CPNPC deve sempre levar em consideração o perfil molecular tumoral. De acordo com os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Ministério da Saúde, recomenda-se: “A análise de alterações genéticas (EGFR, BRAF, MET, KRAS, HER2; fusões de ALK, ROS1, RET e NTRK) deve ser considerada para orientar terapias-alvo, mesmo em casos com alta expressão de PD-L1.”
Portanto, a pesquisa dessas mutações/fusões é indispensável antes de decidir o melhor tratamento de segunda linha. A presença de uma mutação acionável pode mudar totalmente o esquema terapêutico, proporcionando terapias-alvo com melhor resposta.
Análise das alternativas incorretas:
A) Imunoterapia, isolada ou com quimioterapia, é alternativa, porém não deve ser iniciada antes da avaliação molecular. Casos com mutações acionáveis geralmente têm baixo benefício com imunoterapia.
B) Está incorreta ao afirmar que as terapias-alvo “não apresentam benefício clínico”. Pelo contrário, pacientes portadores dessas alterações obtêm bom resultado com terapias-alvo (ex: inibidores de tirosina quinase).
D) Embora a alta expressão de PD-L1 favoreça o uso de imunoterapia, a priorização das terapias-alvo molecularmente direcionadas é superior quando há mutações associadas.
E) O uso de bevacizumabe não é recomendado para histologia escamosa devido ao aumento do risco de hemorragia – e se fosse histologia não escamosa, ainda deveria ser avaliado perfil molecular antes de nova quimioterapia.
Estratégia de prova: Atenção especial ao termo “definição do tratamento”. Sempre procure pelas diretrizes mais recentes. O principal erro seria indicar imunoterapia direto pelo PD-L1 alto sem completar o painel molecular.
Referências: Diretrizes do Ministério da Saúde, UpToDate e grandes tratados como Harrison’s e NCCN confirmam que a definição do tratamento depende do perfil molecular.
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