Paciente tabagista, do sexo feminino, de 67 anos, ECOG 1, t...
Nesse caso, o tratamento indicado é quimioterapia
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Tema central da questão: O caso aborda o tratamento inicial de uma paciente idosa, tabagista, com diagnóstico de carcinoma de pulmão de não pequenas células (CPNPC), metastático (múltiplas metástases em SNC), irressecável e com expressão de PD-L1 < 1%, sem sintomas neurológicos. Entender o protocolo de tratamento sistêmico, papel da imunoterapia e momento adequado para radioterapia em metástases cerebrais assintomáticas é fundamental.
Justificativa para a alternativa correta (B): As atuais diretrizes do Ministério da Saúde e recomendações da literatura médica, como descrito no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do SUS, apontam que:
Para pacientes com CPNPC metastático, irressecável, PD-L1 <1% e bom status funcional (ECOG 0-1), a combinação de quimioterapia baseada em platina (cisplatina ou carboplatina) e etoposídeo associada a imunoterapia com atezolizumabe ou durvalumabe mostra melhor sobrevida global, mesmo em pacientes com expressão mínima ou ausente de PD-L1 (diretrizes CONITEC e estudos IMpower133, CASPIAN). Em metástases cerebrais assintomáticas, é padrão iniciar tratamento sistêmico e avaliar resposta antes de indicar radioterapia. Portanto, a alternativa B está correta e reflete a prática recomendada.
Análise das alternativas incorretas:
- A: Incorreta, pois imunoterapia pode ser benéfica, mesmo com PD-L1 baixo quando associada a quimioterapia. Quimioterapia exclusiva não é suficiente atualmente.
- C: A necessidade de corticosteroides só contraindica imunoterapia se o paciente estiver sintomático e recebendo altas doses. O enunciado afirma que as metástases são assintomáticas.
- D: Afirma que a radioterapia não traz ganhos em sobrevida, porém, em muitos casos, ela é indicada após avaliação da resposta ao tratamento sistêmico.
- E: Nivolumabe não compõe protocolos de primeira escolha com platina e etoposídeo para CPNPC metastático; as opções validadas são atezolizumabe ou durvalumabe.
Dica de prova: Sempre avaliar se a paciente é sintomática ou necessita de corticosteroides em altas doses, e se a expressão de PD-L1 influencia na escolha da imunoterapia combinada com quimioterapia. Atenção para pegadinhas envolvendo protocolos de tumores de pequenas células versus não pequenas células!
Resumo: Em pacientes com CPNPC metastático, PD-L1 <1% e metástases cerebrais assintomáticas, a associação de quimioterapia (platina + etoposídeo) e imunoterapia (atezolizumabe ou durvalumabe), seguida de avaliação para radioterapia, é a conduta recomendada segundo os protocolos atuais.
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