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Q3367719 Medicina
Paciente de 53 anos de idade apresenta lesão suspeita em MID. Após a ressecção completa da lesão, com pesquisa de linfonodo sentinela, tem-se o diagnóstico de melanoma, com espessura de 1 mm e comprometimento do linfonodo sentinela. Não apresenta mutação BRAF V600, e exames de imagem não revelaram metástases a distância.
Para esse caso, a conduta mais indicada é:
Alternativas

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Tema central: Trata-se de melanoma cutâneo estádio III (lesão ressecada, linfonodo sentinela comprometido, ausência de metástases à distância e ausência de mutação BRAF V600), situação clínica que exige avaliação sobre terapia adjuvante para redução de risco de recidiva.

Justificativa para a alternativa correta (E): Segundo as Diretrizes da SBOC e recomendações da CONITEC, a conduta padrão para melanoma estádio III ressecado SEM mutação BRAF é a imunoterapia adjuvante com inibidores de PD-1 (nivolumabe ou pembrolizumabe) por 12 meses. Esses agentes promovem maior sobrevida livre de doença ao inibir pontos de controle imunológico, favorecendo o reconhecimento e destruição de células tumorais persistentes. Estudos randomizados demonstram redução significativa do risco de recidiva (recurrence-free survival). As diretrizes explicitam: “Recomenda-se o uso de nivolumabe ou pembrolizumabe por 12 meses como terapia adjuvante para pacientes com melanoma estádio III ressecado, independentemente do status de mutação BRAF.”

Análise das alternativas incorretas:

A) Esvaziamento linfonodal e vigilância ativa: Não é mais rotina fazer esvaziamento linfonodal completo em todos os pacientes com linfonodo sentinela positivo. Estudos como MSLT-II comprovam que não há benefício de sobrevida, apenas maior morbidade.

B) Dabrafenibe e trametinibe adjuvantes: Apenas indicados para pacientes COM mutação BRAF V600. O caso citado é sem mutação; logo, esse tratamento não é aplicável.

C) Radioterapia em drenagem linfática e pembrolizumabe: A radioterapia adjuvante só é indicada em situações específicas de alto risco local/regional, não de rotina. Além disso, a associação com imunoterapia não é padrão.

D) Vigilância ativa com PET-CT a cada três meses: Somente acompanhamento não é suficiente, pois existe alto risco de recidiva neste perfil. PET-CT não é indicado de rotina para vigilância: o acompanhamento baseia-se em exame físico e exames mais simples.

Pegadinha da questão: Cuidado ao selecionar terapias-alvo (como dabrafenibe/trametinibe), pois só são indicadas para pacientes portadores de mutação BRAF. Atenção ao detalhamento do enunciado!

Resumo estratégico: Identifique sempre estádio e status de mutação do paciente com melanoma para definição do tratamento adjuvante. Busque fundamentar sua escolha em diretrizes (SBOC, CONITEC) e ensaios clínicos recentes.

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